Dermatologia de A a Z - Doenças da Pele

As informações contidas neste site são de caráter pedagógico. E não substituem a avaliação médica, devendo-se preservar as relações médico paciente.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia para o Público

Dermatologia de A a Z - Doenças da Pele

As informações contidas neste site são de caráter pedagógico. E não substituem a avaliação médica, devendo-se preservar as relações médico paciente.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia para o Público

AcneAlopéciaBrotoejaCâncer de PeleCataporaCeluliteDermatite de ContatoDermatite SeborreicaEscabioseEstriasFoliculiteFotossensibilidadeHanseníaseHemangiomaHerpesHiperidroseHirsutismoMelasmaMicoseNevos DisplasicosPediculose (Piolho)PênfigoPsoríaseQueratose ActínicaUrticáriaVerrugasVitiligo

Acne

O QUE É?

Acne

A acne é uma dermatose que provoca o surgimento de cravos, espinhas, cistos, caroços e cicatrizes. Não chamamos uma única espinha de acne, mas, sim, o conjunto dessas manifestações muito comuns na adolescência – estima-se que entre 35% e 90% dos jovens nessa faixa etária sofram do problema. Em menor proporção, a acne pode atingir também adultos – 1% da população masculina e 5% da população feminina. Entre as mulheres, a acne é mais frequente dos 14 aos 17 anos. Entre os homens, pode chegar um pouco mais tarde, com maior frequência entre os 16 e 19 anos. As formas mais graves da acne são mais comuns no sexo masculino e as mais persistentes, no feminino, devido, principalmente à alta frequência dos distúrbios endócrinos.

A acne se desenvolve quando os poros da nossa pele ficam obstruídos. Essa obstrução é causada pelo excesso de sebo, células mortas e bactérias nos folículos pilosebáceos. Nosso corpo produz mais sebo quando há aumento da atividade hormonal. É por isso que a acne é mais frequente em adolescentes e pessoas com distúrbios hormonais. Mulheres também podem ter acne no período da menstruação, devido à flutuação hormonal, ou quando atingem a menopausa.

As áreas em que a acne se manifesta com maior frequência são rosto, pescoço, busto, costas e ombros, nas quais a quantidade de glândulas sebáceas (responsáveis pela produção de sebo) é maior. Todas as formas de acne podem ser controladas, e, em alguns casos, o problema se resolve espontaneamente. É muito importante buscar tratamento, independentemente da idade do paciente. Quando a acne se manifesta de forma intensa, pode prejudicar a qualidade de vida e a autoestima.

SINTOMAS

Os sintomas variam de acordo com o tipo de acne, e incluem:

  • Cravos pretos (comedões abertos): aparece quando o sebo e as células mortas obstruem os poros. Enquanto o poro fica fechado, a superfície permanece aberta. É o que confere a aparência de “cravos pretos”.
  • Cravos Brancos (comedões fechados): O acúmulo de sebo e células mortas, além de bloquear o poro também bloqueia a entrada do mesmo formando uma película. Esses cravos são de remoção mais difícil.
  • Espinhas: Além do excesso de óleo que bloqueia os poros, há também a proliferação da bactéria Propionibacterium acnes que aumenta nesse ambiente oleoso. A multiplicação do micro-organismo acarreta em pequena inflamação na área com pus. É a inflamação que faz com que a espinha tenha a aparência avermelhada, quente e inchada.
  • Cistos: Ocorrem quando ainflamação atinge a pele mais profundamente, podendo ser dolorosos e formar cicatrizes permanentes. Este é o tipo mais grave de acne.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da acne acontece através de exame clínico feito pelo dermatologista, que irá analisar as lesões e avaliar qual o grau da infecção. O quadro clínico pode ser dividido em quatro estágios:

  • Acne Grau I:
    apenas cravos, sem lesões inflamatórias, espinhas ou cistos.
  • Acne Grau II:
    cravos e espinhas pequenas – pequenas lesões inflamadas e pontos amarelos de pus, também chamados de pústulas.
  • Acne Grau III:
    cravos, espinhas pequenas e cistos – lesões mais profundas e dolorosas, avermelhadas e bem inflamadas.
  • Acne Grau IV:
    cravos, espinhas pequenas e cistos, que se comunicam causando inflamação mais grave e aspecto desfigurante. Este tipo de acne também é conhecido como acne conglobata.
  • Acne Grau V:
    surgimento súbito da acne com lesões graves, como cistos dolorosos que ulceram deixando grandes cicatrizes, acompanhado de sintomas gerais, como febre, mal estar e dor no corpo. É uma forma rara e mais comum no sexo masculino.

TRATAMENTO

Praticamente todos os casos de acne podem ser controlados, e alguns se resolvem espontaneamente. O tratamento pode ser tópico, com o uso de produtos contendo peróxido de benzoíla, ácido retinóico e seus derivados, antibióticos e ácido salicílico , bem como loções adstringentes e esfoliantes. Além dos produtos de uso tópico, há outras estratégias que podem ser utilizadas pelo dermatologista para obter resultados mais efetivos:

  • Antibióticos orais: ajudam a matar as bactérias e a reduzir as inflamações;
  • Pílulas anticoncepcionais e outros medicamentos que regulam os hormônios podem ser úteis para as mulheres.
  • Isotretinoína oral: usada nas formas mais graves e resistentes ao tratamento, ou nos pacientes muito afetados emocionalmente pela doença.

Além disso, alguns procedimentos também ajudam no tratamento da acne:

  • Lasers e outras terapias com luz tratam as cicatrizes e manchas hipercrômicas residuais.
  • Peelings químicos tratam cravos e pápulas.
  • “Limpeza de pele” para remoção de cravos e pequenos cistos chamados de milium e drenagem e extração de pústulas e cistos maiores.

Tratar a acne é importante para evitar marcas e cicatrizes no rosto e em outras regiões do corpo, além de melhorar a qualidade de vida. O dermatologista é o profissional indicado para prescrever a terapia mais adequada a cada caso.

PREVENÇÃO

O aparecimento da acne irá depender da predisposição natural tanto para acumular sebo nos poros quanto para controlar os hormônios naturalmente. Para quem já possui algum tipo de acne, há alguns cuidados que podem ser empregados para que o quadro seja amenizado, dentre os quais:

  • evitar o contato direto da pele com substâncias comedogênicas, como cosméticos e óleos.
  • controlar o estresse.
  • evitar alimentos muito gordurosos e calóricos.
  • evitar exposição solar intensa.
  • não “apertar” ou “espremer” as espinhas.

Alopécia

O QUE É?

Alopécia

Alopécia areata é uma doença que provoca a queda de cabelo. A etiologia é desconhecida, mas tem alguns fatores implicados, como a genética e a participação auto-imune. Quando isto acontece, o cabelo da pessoa começa a cair formando pequenas ou grandes áreas sem cabelo.

A extensão da perda de cabelo varia. Em alguns casos, é apenas em alguns pontos. Em outros, a perda de cabelo pode ser maior. Há casos raros, em que o paciente perde todo o cabelo da cabeça, alopécia areata total; ou caem os pelos de todo o corpo, alopécia areata universal.

Acredita-se que uma pré-disposição genética desencadeie a reação autoimune, entretanto, outras causas desconhecidas podem também ser desencadeadoras. A alopécia areata é imprevisível. Em algumas pessoas, o cabelo cresce de novo, mas cai novamente mais tarde. Em outras, o cabelo volta a crescer e não cai mais. Cada caso é único. Mesmo que perca todo o cabelo, há chance de que ele crescer novamente.

Estima-se que nos Estados Unidos cerca de cinco milhões e pessoas tenham a doença. E apenas 5% delas perdem todos os pelos do corpo. A alopécia Areata não é uma doença contagiosa. Fatores emocionais, traumas físicos e quadros infecciosos podem desencadear ou agravar um quadro de alopécia areata.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

Além da perda de cabelo, a alopécia areata não possui nenhum outro sintoma. Na alopécia areata ocorre perda brusca de cabelos, com áreas arredondadas, únicas ou múltiplas, sem demais alterações. A pele é lisa e brilhante e os pelos ao redor da placa saem facilmente se forem puxados. Os cabelos quando renascem podem ser brancos, adquirindo posteriormente sua coloração normal. A forma mais comum é uma placa única, arredondada, que ocorre geralmente no couro cabeludo e barba, conhecida popularmente como pelada.

Isto ocorre porque a doença não mata os folículos pilosos, apenas os mantêm inativos. Quando esta ação de inatividade cessa, há nova produção de pelos.

O principal dano aos pacientes é o psicológico. Alguns pacientes ficam abatidos por causa desta condição. Em crianças, o tratamento psicológico precisa ser levado a sério, pois por causa de possível descriminação dos colegas, as crianças podem se sentir excluídas de seu meio.

TRATAMENTO

Os tratamentos não acabam com a alopécia areata, eles estimulam o folículo a produzir cabelo novamente, e precisam continuar até que a doença desapareça. Os tratamentos são mais eficazes em casos mais leves.Um dermatologista qualificado saberá diagnosticar a doença e indicar a melhor forma de tratamento. Eis alguns tratamentos que podem ser usados para este fim.

  • Injeções de cortisona

    Tratamento mais comum. As injeções são aplicadas nas manchas na pele nua, por um dermatologista. Utilizando uma pequena agulha, são feitas múltiplas aplicações nas manchas e em torno. As injeções são repetidas uma vez por mês. Se ocorrer novo crescimento do cabelo, será visível em quatro semanas. O tratamento, no entanto, não impede que novas manchas se desenvolvam. Há poucos efeitos colaterais das injeções de cortisona, leve afundamento na área pode ocorrer, mas este some rapidamente e sem necessidade de intervenção. Corticoidestópico, em creme ou loções, podem ser usados pelo paciente em casa, concomitantemente às injeções ou antes de iniciar o tratamento com elas.

  • Minoxidil tópico

    Solução tópica 5% concentrada e aplicada duas vezes ao dia pode fazer crescer o cabelo. Sobrancelhas, barba e cabelo respondem ao tratamento. Minoxidil tópico é seguro, fácil de usar, mas o tratamento não é eficaz em pessoas que perderam completamente os pelos

  • Antralina creme ou pomada

    A antralina é uma substância sintética, aplicada no local das manchas. Se ocorrer crescimento do cabelo, será percebido entre oito e 12 semanas. A antralina pode irritar a pele e pode causar descoloração temporária, ou acastanhar a região tratada.

  • Drogas sensibilizantes (difenilcicloproprenona – difenciprona)

    indicadas para alopécia areata superior a 40% do couro cabeludo e em casos crônicos e refratários da doença.

    Casos graves e extensos necessitam de tratamento com corticóides e imunossupressores orais. Atenção: Jamais aposte na “automedicação” para tratar alopécia areata.

    Somente um médico pode prescrever a opção mais adequada.

PREVENÇÃO

Não há formas de prevenir a doença uma vez que suas causas são desconhecidas. Mas uma vez com alopécia, há algumas dicas para que você se sinta melhor.

  • Usar maquiagem para minimizar a aparência da perda do cabelo.
  • Investir em perucas, ou chapéus e lenços para proteger a cabeça. Além de serem itens estilosos, deixam o visual mais moderno.
  • Reduzir o estresse. Embora não seja comprovado cientificamente, muitas pessoas com início recente de alopécia areata tiveram tensões recentes na vida, tais como problemas no trabalho ou na família, mortes, cirurgias, acidentes etc.

Embora a doença não seja clinicamente grave, pode afetar as pessoas psicologicamente. Os grupos de apoio estão disponíveis para ajudar as pessoas com alopécia areata a lidar com os efeitos psicológicos da doença.

Brotoeja

O QUE É?

Brotoeja

Brotoeja é o nome popular da miliária, uma dermatite inflamatória causada pela obstrução das glândulas sudoríparas, o que impede a saída do suor. Ambientes quentes e úmidos, o excesso de roupas e agasalhos assim como febre alta favorecem o aparecimento de lesões, que aparecem, em geral, no tronco, pescoço, nas axilas e nas dobras de pele, sob a forma de pequenas bolhas de água.

A aparência das lesões varia de acordo com a profundidade em que ocorreu o bloqueio no duto excretor, aquele que o suor percorre para alcançar o lado de fora do corpo. As bolhas podem ser pequenas, transparentes e sem sinal de inflamação, quando o bloqueio incidiu num ponto mais superficial da epiderme. É a miliária cristalina ou sudamina; pápulas vermelhas e inflamadas, quando ocorrer em região intermediária – é a forma mais comum, chamada de miliária rubra ou brotoeja. Quando a obstrução ocorre em região mais profunda da epiderme, chamamos de miliária profunda e, além de pequenas bolhas de água, há também pápulas vermelhas. Quando observamos pus, provavelmente, está ocorrendo uma infecção bacteriana secundária.

SINTOMAS

A brotoeja é mais comum em crianças e bebês, mas também pode acometer adultos. Entre os sintomas estão prurido (coceira) e queimação são sintomas.

Na miliária cristalina as vesículas são diminutas, como bolhas. Aparecem de uma hora para outra podendo atingir atingindo grandes áreas do corpo. Não apresenta outros sintomas e é mais comum em recém-nascidos.

Quando a brotoeja é rubra, a erupção é mais profunda, avermelhada e causa prurido. Aparecem nas axilas, virilhas e em áreas em que há fricção da pele. A obstrução recorrente dos dutos e a continuidade das lesões pode fazer com que se tornem miliárias profundas.

TRATAMENTO

O tratamento da brotoeja leva em conta as características das lesões, o local onde se instalaram e a idade do paciente. Em crianças pequenas, por exemplo, restringe-se a medidas para refrescar a pele, a fim de evitar a transpiração excessiva, com o objetivo de aliviar o desconforto e melhora das lesões. É importante manter o ambiente fresco e ventilado, usar roupas leves e tratamentos tópicos. No entanto, nos casos mais há indicação de medicamentos como corticoides e antibióticos se infecção secundária.

PREVENÇÃO

Evite usar muita roupa, principalmente em dias quentes e em crianças. Se houver propensão à brotoeja evite atividades que façam suar.

Manter o ambiente fresco e arejado no verão também é uma dica.

Sempre que possível, use roupas de algodão ou fibra natural, roupas sintéticas costumam reter o calor e o suor.

Câncer de Pele

O QUE É?

Câncer de Pele

O câncer da pele não melanoma é o mais prevalente no Brasil, com 134.170 novos casos previstos para 2013, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Nos Estados Unidos, a Academia Americana de Dermatologia estima que haja dois milhões de casos novos a cada ano.

A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Estas células se dispõem formando camadas e, de acordo com a camada afetada, definimos os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer da pele.

A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos, e a maioria dos casos está associada à exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento.

Apesar da incidência elevada, o câncer da pele não-melanoma tem baixa letalidade e pode ser curado com facilidade se detectado precocemente. Por isso, examine regularmente sua pele e procure imediatamente um dermatologista caso perceba pintas ou sinais suspeitos.

TIPOS DE CÂNCER DE PELE

  • Carcinoma basocelular (CBC)

    É o mais prevalente dentre todos os tipos de câncer. O CBC surge nas células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme (a camada superior da pele). Tem baixa letalidade, e pode ser curado em caso de detecção precoce.

    Os CBCs surgem mais frequentemente em regiões mais expostas ao sol, como face,orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas. Podem se desenvolver também nas áreas não expostas, ainda que mais raramente. Em alguns casos, além da exposição ao sol, há outros fatores que desencadeiam o surgimento da doença.

    Certas manifestações do CBC podem se assemelhar a lesões não cancerígenas, como eczema ou psoríase. Somente um médico especializado pode diagnosticar e prescrever a opção de tratamento mais indicada.

    O tipo mais encontrado é o nódulo-ulcerativo, que se traduz como uma pápula vermelha, brilhosa, com uma crosta central, que pode sangrar com facilidade.

  • Carcinoma espinocelular (CEC)

    É o segundo mais prevalente dentre todos os tipos de câncer. Manifesta-se nas células escamosas, que constituem a maior parte das camadas superiores da pele. Pode se desenvolver em todas as partes do corpo, embora seja mais comum nas áreas expostas ao sol, como orelhas, rosto, couro cabeludo, pescoço etc. A pele nessas regiões normalmente apresenta sinais de dano solar, como enrugamento, mudanças na pigmentação e perda de elasticidade.

    O CEC é duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres. Assim como outros tipos de câncer da pele, a exposição excessiva ao sol é a principal causa do CEC, mas não a única. Alguns casos da doença estão associados a feridas crônicas e cicatrizes na pele, uso de drogas antirrejeição de órgãos transplantados e exposição a certos agentes químicos ou à radiação.

    Normalmente, os CEC têm coloração avermelhada, e apresentam-se na forma de machucados ou feridas espessos e descamativos, que não cicatrizam e sangram ocasionalmente. Podem ter aparência similar a das verrugas também. Somente um médico especializado pode fazer o diagnóstico correto.

  • Melanoma

    Tipo menos frequente dentre todos os cânceres da pele, com 6.130 casos previstos no Brasil em 2013 segundo o INCA, o melanoma tem o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. Embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há deteção precoce da doença.

    O melanoma, em geral, tem a aparência de uma pinta ou de um sinal na pele, em tons acastanhados ou enegrecidos. Porém, quando se trata de melanoma, a “pinta” ou o “sinal” em geral mudam de cor, de formato ou de tamanho, e podem causar sangramento. Por isso, é importante observar a própria pele constantemente, e procurar imediatamente um dermatologista caso detecte qualquer lesão suspeita.

    Aliás, mesmo sem nenhum sinal suspeito, uma visita ao dermatologista ao menos uma vez por ano deve ser feita. Essas lesões podem surgir em áreas difíceis de serem visualizadas pelo paciente. Além disso, uma lesão considerada “normal” para você, pode ser suspeita para o médico.

    Pessoas de pele clara, com fototipos I e II, têm mais risco de desenvolverem a doença, que também pode manifestar-se em indivíduos negros ou de fototipos mais altos, ainda que mais raramente. O melanoma tem origem nos melanócitos, as células que produzem melanina, o pigmento que dá cor à pele. Normalmente, surge nas áreas do corpo mais expostas à radiação solar.

    Em estágios iniciais, o melanoma se desenvolve apenas na camada mais superficial da pele, o que facilita a remoção cirúrgica e a cura do tumor. Nos estágios mais avançados, a lesão é mais profunda e espessa, o que aumenta a chance de metástase para outros órgãos e diminui as possibilidades de cura. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental. Casos de melanoma metastático, em geral, apresentam pior prognóstico e dispõem de um número reduzido de opções terapêuticas.

    A hereditariedade desempenha um papel central no desenvolvimento do melanoma. Por isso, familiares de pacientes diagnosticados com a doença devem se submeter a exames preventivos regularmente. O risco aumenta quando há casos registrados em familiares de primeiro grau.

SINAIS E SINTOMAS

O câncer da pele pode se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Assim, conhecer bem a pele e saber em quais regiões existem pintas faz toda a diferença na hora de detectar qualquer irregularidade. Somente um exame clínico feito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar o câncer da pele, mas é importante estar sempre atento aos seguintes sintomas:

  • Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;
  • Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
  • Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Aqui você encontrará a metodologia indicada por dermatologistas para reconhecer as manifestações dos três tipos de câncer da pele: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. Para auxiliar na identificação dos sinais perigosos, basta seguir a Regra do ABCD. Mas, em caso de sinais suspeitos, procure sempre um dermatologista. Nenhum exame caseiro substitui a consulta e avaliação médica.

REGRA DO ABCD

  • ASSIMETRIA

    Assimétrico: Maligno

    Simétrico: Benigno

  • BORDA

    Borda irregular: maligno

    Borda regular: benigno

  • COR

    Dois tons ou mais: maligno

    Tom único: Benigno

  • DIMENSÃO

    Superior a 6mm: provavelmente maligno

    Inferior a 6mm: provavelmente benigno

TRATAMENTO

Todos os casos de câncer de pele devem ser diagnosticados e tratados precocemente, inclusive os de baixa letalidade, que podem provocar lesões mutilantes ou desfigurantes em áreas expostas do corpo, causando sofrimento aos pacientes.

Felizmente, há diversas opções terapêuticas para o tratamento do câncer da pele não-melanoma. A modalidade escolhida varia conforme o tipo e a extensão da doença, mas, normalmente, a maior parte dos carcinomas basocelulares ou espinocelulares pode ser tratada com procedimentos simples. Conheça os mais comuns:

  • Cirurgia excisional
    Remoção do tumor com um bisturi, e também de uma borda adicional de pele sadia, como margem de segurança. Os tecidos removidos são examinados ao microscópio, para aferir se foram removidas todas as células cancerosas. A técnica possui altos índices de cura,e pode ser empregada no caso de tumores recorrentes.
  • Curetagem e eletrodissecção

    Usadas em tumores menores, promovem a raspagem da lesão com uma cureta, enquanto um bisturi eletrônico destrói as células cancerígenas. Para não deixar vestígios de células tumorais, repete-se o procedimento algumas vezes. Não recomendáveis para tumores mais invasivos.

  • Criocirurgia

    Promove a destruição do tumor por meio do congelamento com nitrogênio líquido, a -50 graus. A técnica tem taxa de cura menor do que a cirurgia excisional, mas pode ser uma boa opção em casos de tumores pequenos ou recorrentes. Não há cortes ou sangramentos. Também não é recomendável para tumores mais invasivos.

  • Cirurgia a laser

    Remove as células tumorais usando o laser de dióxido de carbono ou erbium YAG laser. Por não causar sangramentos, é uma opção eficiente para aqueles que têm desordens sanguíneas.

  • Cirurgia Micrográfica de Mohs

    O cirurgião retira o tumor e um fragmento de pele ao redor com uma cureta. Em seguida, esse material é analisado ao microscópio. Tal procedimento é repetido sucessivamente, até não restarem vestígios de células tumorais. A técnica preserva boa parte dos tecidos sadios, e é indicada para casos de tumores mal delimitados ou em áreas críticas.

  • Terapia Fotodinâmica (PDT)

    O médico aplica um agente fotossensibilizante, como o ácido 5-aminolevulínico (5-ALA) nas células anormais. No dia seguinte,as áreas tratadas são expostas a uma luz intensa que ativa o 5-ALA e destrói as células tumorais, com mínimos danos aos tecidos sadios.

    Além das modalidades cirúrgicas, a radioterapia, a quimioterapia, a imunoterapia e as medicações orais e tópicas são outras opções de tratamento para os carcinomas. Somente um médico especializado em câncer da pele pode avaliar e prescrever o tipo mais adequado de terapia.

    Já no caso do melanoma, o tratamento varia conforme a extensão, agressividade e localização do tumor, bem como a idade e o estado geral de saúde do paciente. As modalidades mais utilizadas são a cirurgia excisional e a Cirurgia Micrográfica de Mohs.

    Na maioria dos casos, o melanoma metastático não tem cura, por isso é importante detectar e tratar a doença o quanto antes. A partir de 2010, após décadas sem novidades nesse segmento, surgiram novos medicamentos orais que aumentaram significativamente a sobrevida de pacientes com doença disseminada, e vêm sendo apontada com uma alternativa promissora para os casos de melanoma avançado.

COMO PREVENIR?

Evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação UV são as melhores estratégias para prevenir o melanoma e outros tipos de tumores cutâneos.

Como a incidência dos raios ultravioletas está cada vez mais agressiva em todo o planeta, as pessoas de todos os fototipos devem estar atentas e se protegerem quando expostas ao sol. Os grupos de maior risco são os do fototipo I e II, ou seja: pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Além destes, os que possuem antecedentes familiares com histórico da doença, queimaduras solares, incapacidade para bronzear e pintas também devem ter atenção e cuidados redobrados.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que as seguintes medidas de proteção sejam adotadas:

  • Usar chapéus, camisetas e protetores solares.
  • Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h (horário de verão).
  • Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.
  • Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia-a-dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.
  • Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas.
  • Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.
  • Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.

Fotoproteção

A exposição à radiação ultravioleta (UV) tem efeito cumulativo e penetra profundamente na pele, sendo capaz de provocar diversas alterações, como o bronzeamento e o surgimento de pintas, sardas, manchas, rugas e outros problemas. A exposição solar em excesso também pode causar tumores benignos (não cancerosos) ou cancerosos, como o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma.

Na verdade, a maioria dos cânceres da pele está relacionada à exposição ao sol, por isso todo cuidado é pouco. Ao sair ao ar livre procure ficar na sombra, principalmente no horário entre as 10h e 16h, quando a radiação UVB é mais intensa. Use sempre protetor solar com fator de proteção solar (FPS) de 30 ou maior. Cubra as áreas expostas com roupas apropriadas, como uma camisa de manga comprida, calças e um chapéu de abas largas. Óculos escuros também complementam as estratégias de proteção.

Sobre os protetores solares (fotoprotetores)

Os fotoprotetores, também conhecidos como protetores solares ou filtros solares, são produtos capazes de prevenir os males provocados pela exposição solar, como o câncer da pele, o envelhecimento precoce e a queimadura solar.

O fotoprotetor ideal deve ter amplo espectro, ou seja, ter boa absorção dos raios UVA e UVB, não ser irritante, ter certa resistência à água, e não manchar a roupa. Eles podem ser físicos ou inorgânicos e/ou químicos ou orgânicos. Os protetores físicos, à base de dióxido de titânio e óxido de zinco, se depositam na camada mais superficial da pele, refletindo as radiações incidentes. Eles não eram bem aceitos antigamente pelo fato de deixarem a pele com uma tonalidade esbranquiçada, mas Isso tem sido minimizado pela coloração de base de alguns produtos. Já os filtros químicos funcionam como uma espécie de “esponja” dos raios ultravioletas, transformando-os em calor.

Radiação UVA e UVB

Um fotoprotetor eficiente deve oferecer boa proteção contra a radiação UVA e UVB. A radiação UVA tem comprimento de onda mais longo e sua intensidade pouco varia ao longo do dia. Ela penetra profundamente na pele, e é a principal responsável pelo fotoenvelhecimento e pelo câncer da pele. Já a radiação UVB tem comprimento de onda mais curto e é mais intensa entre as 10h e 16h, sendo a principal responsável pelas queimaduras solares e pela vermelhidão na pele.

Um fotoprotetor com fator de proteção solar (FPS) 2 até 15 possui baixa proteção contra a radiação UVB; o FPS 15-30 oferece média proteção contra UVB, enquanto os protetores com FPS 30-50, oferecem alta proteção UVB e o FPS maior que 50, altíssima proteção UVB. Pessoas de pele clara, que se queimam sempre e nunca se bronzeiam, geralmente aqueles com cabelos ruivos ou loiros e olhos claros, devem usar protetores solares com FPS 15, no mínimo.

Já em relação aos raios UVA, não há consenso quanto à metodologia do fator de proteção. Ele pode ser mensurado em estrelas, de 0 a 4, onde 0 é nenhuma proteção e 4 é altíssima proteção UVA, ou em números: menores que 2, não há proteção UVA; 2-4 baixa proteção; 4-8 média proteção, 8-12 alta proteção e > 12 altíssima proteção UVA. Procure por esta classificação ou por valor de PPD nos rótulos dos produtos.

Como escolher um fotoprotetor?

Em primeiro lugar, devemos verificar o FPS, quanto é proteção quanto aos raios UVA, e tambémse o produto é resistente ou não a água. A nova legislação de filtros solares exige que tudo que o produto anunciar no rótulo, deve ter testes comprovando a eficácia. Outra mudança é que o valor do PPD que mede a proteção UVA deve ser sempre no mínimo metade do valor do Filtro solar. Isso porque se sabe que os raios UVA também contribuem para o risco de câncer de pele.

O “veículo” do produto– gel, creme, loção, spray, bastão – também tem de ser considerado, pois isso ajuda na prevenção de acne e oleosidade comuns quando se usa produtos inadequados para cada tipo de pele. Pacientes com pele com tendência a acne devem optar por veículos livres de óleo ou gel creme. Já aqueles pacientes que fazem muita atividade física e que suam bastante, devem evitar os géis, pois saem facilmente.

Como aplicar o fotoprotetor?

O produto deve ser aplicado ainda em casa, e reaplicado ao longo do dia a cada 2 horas, se houver muita transpiração ou exposição solar prolongada. É necessária aplicar uma boa quantidade do produto, equivalente a uma colher de chá rasa para o rosto e três colheres de sopa para o corpo, uniformemente, de modo a não deixar nenhuma área desprotegida. O filtro solar deve ser usado todos os dias, mesmo quando o tempo estiver frio ou nublado, pois a radiação UV atravessa as nuvens.

É importante lembrar que usar apenas filtro solar não basta. É preciso complementar as estratégias de fotoproteção com outros mecanismos, como roupas, chapéus e óculos apropriados. Também é importante consultar um dermatologista regularmente para uma avaliação cuidadosa da pele, com a indicação do produto mais adequado.

Bronzeamento artificial e saúde

Uma Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicada em dezembro de 2009 proibiu a prática de bronzeamento artificial por motivações estéticas no Brasil. Foi o primeiro país no mundo a tomar medidas tão restritivas em relação ao procedimento. Desde então, outras nações com incidência elevada de câncer da pele, como Estados Unidos e Austrália, também tomaram edidas para dificultar a realização do procedimento.

As câmaras de bronzeamento artificial trazem riscos comprovados à saúde, e em 2009 foram reclassificadas como agentes cancerígenos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no mesmo patamar do cigarro e do sol. A prática de bronzeamento artificial antes dos 35 anos aumenta em 75% o risco de câncer da pele, além de acelerar o envelhecimento precoce e provocar outras dermatoses.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia posiciona-se veementemente favorável à proibição da prática do bronzeamento artificial para fins estéticos em virtude dos prejuízos que causa à população. O câncer da pele é o tipo mais comum no Brasil, e a prevalência cresce anualmente, o que só reforça a necessidade de apoiarmos todas as medidas que favoreçam a prevenção.

Se você tem interesse em fazer bronzeamento artificial, não esqueça: qualquer estabelecimento no Brasil que ofereça esse procedimento com motivações estéticas atua de forma irregular e está sujeito a fechamento e outras penalidades. Não compactue com uma prática proibida, que pode comprometer seriamente a saúde. Aceite o tom da sua pele como ele é. Pele bonita é pele saudável.

Catapora

O QUE É?

Catapora

A catapora, ou varicela, é uma infecção causada pelo vírus varicela-zóster. A doença é altamente contagiosa, mas quase sempre sem gravidade.

É uma das doenças mais comuns em crianças menores de 10 anos. É tão comum que mais de 90% dos adultos são imunes à varicela, pois já a contraíram em alguma época da vida.

Uma vez exposto à doença, a pessoa fica imune o resto da vida. Apesar disso, o vírus se instala de forma latente no organismo, em gânglios nervosos próximos à coluna vertebral. Se houver uma reativação deste vírus ele pode causar uma doença chamada Herpes zoster, que possui um quadro clínico geralmente típico, de vesículas agrupadas sobre base eritematosa, associada à sensação de dor, queimação e aumento da sensibilidade local.

As crianças costumam pegar catapora no inverno, isso porque a concentração das crianças em ambientes fechados aumenta. A transmissão da catapora dá-se pelo contato direto com saliva ou secreções respiratórias da pessoa infectada, ou pelo contato com o líquido do interior das vesículas. Após o contato, o período de incubação dura em média 15 dias. A recuperação completa ocorre de sete a dez dias depois do aparecimento dos sintomas.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

Varicela em crianças é considerada uma doença sem muita gravidade, mas que pode tornar as crianças muito irritadas e cansadas por causa dos sintomas. Primeiro começa a febre, que pode chegar a 39,5o, mal-estar, falta de apetite, cansaço. Depois começam as manchas vermelhas que coçam muito.

Essas manchas se transformam em bolhas cheias de líquido, que depois de estourarem formam um “machucadinho”. Este vai formar uma casquinha e sarar. Normalmente o processo da doença demora entre uma e duas semanas.

Algumas crianças têm apenas poucas lesões de catapora, mas em outras, elas podem disseminar todo o corpo. As lesões são mais numerosas no tronco, tendem a poupar extremidades e podem ter surgir em mucosas, como boca e área genital.

A principal complicação da catapora é a infecção secundária das lesões. Por esse motivo, deve-se evitar coçá–las e arrancar suas casquinhas. Cicatrizes altas, chamadas quelóides e deprimidas, atróficas, também podem ocorrer na involução da doença. O que determina essa complicação é a gravidade da doença e a predisposição do indivíduo em formar cicatrizes.

Adultos devem ter cuidado pois a doença pode ser mais grave do que em crianças, procure um médico assim que notar os primeiros sintomas. Um antiviral oral pode ser necessário. Além disso, mulheres grávidas, que ainda não tiveram catapora, devem se manter longe de pacientes com a doença. Se eventual exposição, procurar seu médico imediatamente – a varicela pode trazer complicações para o bebê.

Fique atento também aos recém-nascidos e a crianças e adultos com sistema imunitário enfraquecido.

TRATAMENTO

Não há tratamento específico para a catapora, mas existem remédios que podem aliviar os sintomas, como paracetamol e dipirona para aliviar a febre e loção de calamina e géis que refrescam e aliviam a coceira. Uso de anti sépticos, como sabonetes a base de triclosano e banhos com permanganato de potássio também são válidos

Além disso, hoje existe vacina contra catapora. Elas são aplicadas em crianças e adultos que nunca tiveram a catapora em duas doses. Ao se vacinar, além de proteger a si mesmo contra as formas graves da varicela, protegerá outros em sua comunidade. Isto é especialmente importante para as pessoas que não podem se vacinar, como aqueles com sistemas imunológicos debilitados e mulheres grávidas.

Algumas pessoas que são vacinadas contra a varicela ainda podem ter a doença. No entanto, é geralmente mais suave com menos bolhas e pouca ou nenhuma febre.

PREVENÇÃO

A melhor forma de prevenir é evitando ao máximo o contato com pessoas que estejam com a doença. Há possibilidade de transmissão a partir do momento em que começam a surgir as primeiras manchas, e este permanece até a última bolha secar. Portanto, se você ainda não teve a doença, ou está no grupo de risco, evite o contato com os pacientes.

Crianças e adultos com catapora devem se manter o máximo possível longe do convívio coletivo até que todas as bolhas sequem. Isso quer dizer que crianças não devem ir à escola, e os adultos precisam se afastar do trabalho

Celulite

O QUE É?

Celulite

A celulite, ou a famosa aparência de “casca de laranja” nas coxas, quadris, nádegas é causada quando a gordura se acumula entre os cordões conjuntivos fibrosos que “amarram” a pele ao músculo subjacente. Quando as células de gordura se acumulam, empurram a pele, que é puxada para baixo pelos cordões fibrosos, criando uma superfície irregular ou ondulações, os populares “furinhos”.

A ocorrência da celulite é bem maior entre as mulheres do que entre os homens. De fato, oito em cada 10 mulheres têm algum grau de celulite. Isso ocorre porque a gordura se acumula nas coxas, quadris e nádegas – áreas comuns para a celulite. Também é mais frequente nas mulheres devido a estrutura das fibras do tecido conjuntivo da mulher, que é diferente da do homem, o que propicia o aparecimento da celulite. Além disso, a celulite é mais comum com a idade, quando a pele perde parte de sua elasticidade.

O ganho de peso pode fazer com que a celulite fique mais visível, embora possa estar presente em indivíduos magros. A genética pode desempenhar um papel importante na tendência de se desenvolver celulite ou não.

A celulite não é uma condição médica grave, mas pode causar desconforto nas mulheres por causa da aparência que confere à pele. O problema fica mais evidente quando se usa roupa apertada, shorts curtos ou roupas de banho.

COMO SE MANIFESTA

Nos casos leves a celulite pode ser vista apenas quando a pele é comprimida – o “furinho” aparece na pele apertada. Já nos casos mais severos a pele perde a aparência lisa e apresenta áreas de “picos” e “vales”. A celulite é mais comum em torno das coxas e nádegas, mas pode ser encontrada nos seios, abdômen e braços também.

Os dermatologistas utilizam uma escala para avaliar o grau de gravidade das celulites. Nos últimos anos, uma nova escala para avaliar essa gravidade foi criada, chama-se Cellulite Severity Scale, e foi desenvolvida pelas Dras. Doris e Camile Hexsel e Taciana Dal Forno. Esta nova classificação avalia a celulite de forma mais objetiva, e já é reconhecida internacionalmente.

A nova classificação avalia as principais características clínicas da celulite, sendo elas: A) número e profundidade de depressões; B) aspecto das áreas elevadas da celulite; C) Presença de lesões elevadas; D) Presença de flacidez; e E) graus da antiga classificação.

De acordo com a escala, cada um dos itens acima recebe uma pontuação de zero a três; e a soma total dos pontos, que pode chegar até 15, vai mostrar se a celulite é: leve (1 a 5 pontos), moderada (6 a 10 pontos); ou grave (11 ou mais pontos).

Além disso, de acordo com a nota de cada característica já é possível determinar como deve ser o tratamento mais eficaz. A utilização dessa nova escala define com maior precisão os graus de celulite, levando em consideração os detalhes clínicos mais relevantes para cada paciente.

TRATAMENTO

O melhor tratamento para a celulite é aquele que irá se adequar ao seu tipo de pele, ao tipo e ao grau de celulite, que irá considerar a presença de flacidez e gordura localizada. E irá combater os agentes que causam a celulite seja sobrepeso, retenção de líquidos ou questões hormonais. É importante associar os tratamentos a uma alimentação equilibrada e à prática de exercícios físicos regularmente.

Mas há uma variedade de procedimentos que podem ser prescritos pelo dermatologista para melhorar a aparência da pele com celulite. Veja alguns:

  • Drenagem Linfática Manual

    é uma técnica manual que restabelece a circulação da linfa e produz uma eliminação eficaz dos dejetos líquidos e toxinas.

  • Ultrassom

    as ondas de ultrassom tem ação anti-inflamatória e podem romper a parede das células gordurosas.

  • Endermologia

    este procedimento envolve o uso de um aparelho motorizado com dois rolos ajustáveis e uma sucção controlada. Como resultado desta ação, a circulação do sangue é aumentada e isso melhora a circulação e ao mesmo tempo ajuda na eliminação de toxinas e líquidos.

  • Intradermoterapia

    essa técnica consiste em aplicar substâncias vasodilatadoras e enzimas em gotas nas regiões afetadas, para melhorar a função circulatória sanguínea e linfática.

  • Subcisão

    é uma técnica cirúrgica empregada para descolamento de traves de fibrose da celulite e ajuda nas depressões fixas e mais profundas.

PREVENÇÃO

É preciso conhecer as causas da celulite para melhor preveni-la. Mas de maneira geral, é fundamental manter uma dieta equilibrada, rica em fibras e pobre em gorduras saturadas animais, açúcares e sal em excesso. Ingerir bastante líquido e evitar bebidas alcoólicas e refrigerantes com açúcares também ajudam a prevenir celulites.

Já a prática regular de atividade física regular é importante para melhorar a circulação sanguínea e tonificar a pele. Neste caso, exercícios aeróbicos e localizados são interessantes.

Dermatite de Contato

O QUE É?

Dermatite de Contato

A dermatite de contato (também conhecida como eczema de contato) é uma reação inflamatória que ocorre devido à exposição a um componente que causa irritação ou alergia. A dermatite irritante é causada por substâncias ácidas, materiais alcalinos, como sabonetes e detergentes, solventes ou outras substâncias químicas. Pode aparecer logo na primeira vez em que entramos em contato com o componente; ou após algum tempo de contato. O fato de ser agudo ou crônico se dá pelo tempo de duração da doença: mais de 6 semana, agudo e menos de 6 semanas crônico. O fato de um primeiro contato já dar lesão, é a dermatite de contato por irritante primário; quando precisa de mais de uma exposição – dermatite de contato alérgica.

Já a dermatite alergênica é causada pela exposição a um produto ou substância ao qual a pessoa seja ou se torne sensível. A inflamação na pele varia entre irritação leve e vermelhidão a feridas abertas, dependendo do tipo irritante, da região do corpo afetada e da sensibilidade da pessoa.

A dermatite de contato pode ocorrer com uma substância a qual você usa frequentemente. Embora possa não haver uma reação inicial, o uso regular (por exemplo, removedor de esmalte, conservantes nas soluções para lentes de contato ou contato frequente com o metal de brincos e relógios) pode, com o tempo, causar sensibilidade e reação.

Alguns produtos podem causar reação quando a pele é exposta ao sol, como: loções para barbear, pomadas de enxofre, alguns perfumes, produtos com alcatrão de carvão e sumo da casca do limão, algumas plantas como aroeira, folha de figo. Alguns alergênicos transportados pelo ar, como um spray inseticida, podem causar a dermatite de contato também.

Veja uma lista das substâncias que mais causam alergia:

  • Plantas;
  • Níquel ou outros metais presentes em bijuterias e relógios;
  • Antibióticos, principalmente os tópicos;
  • Anestésicos tópicos e outros medicamentos;
  • Cosméticos, como perfumes, shampoos, condicionadores, cremes, esmaltes, etc;
  • Roupas e tecidos sintéticos;
  • Detergentes, Solventes;
  • Adesivos;
  • Outras substâncias ou materiais químicos.

SINTOMAS

Os sintomas variam dependendo da causa e se a dermatite é devido a uma reação alérgica ou irritante. Sem contar que a uma pessoa pode ter diferentes sintomas ao longo do tempo. As reações alérgicas podem ocorrer repentinamente, ou só meses após a exposição a uma substância. Isso dificulta, em alguns casos, descobrir qual o agente da alergia ou irritação.

As mãos são um local comum da dermatite de contato. Porém, produtos de cabelo, cosméticos, perfumes, dentre outros, podem causar reações de pele no rosto, cabeça e pescoço.

A dermatite alérgica, muitas vezes, provoca uma erupção vermelha nos locais em que a substância tocou. A reação alérgica é retardada, aparecendo erupções de 24 a 48 horas após a exposição. A lesão pode ser inchada e vermelha, com bolhas; quente; ou formar crostas espessas.

Dermatite irritante deixa a pele seca, vermelha e áspera. Fissuras podem se formar nas mãos. Geralmente há pouca coceira e mais sensação de dor e queimação.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico baseia-se principalmente na aparência da pele e no histórico de exposição a um agente irritante ou alergênico.

Teste de alergia com manchas na pele pode determinar qual alergênico está causando a reação. O teste de sensibilidade, ou teste de contato, é usado para certos pacientes que tem dermatite de contato em longo prazo para pacientes com dermatite de contato alérgica. Ele requer três visitas ao consultório e deve ser feito por um profissional de saúde com a experiência e habilidade para interpretar os resultados corretamente.

Mas há uma variedade de procedimentos que podem ser prescritos pelo dermatologista para melhorar a aparência da pele com celulite. Veja alguns:

O teste é feito da seguinte forma:

  • Na primeira consulta, pequenas placas contendo amostras de possíveis alergênicos são aplicadas sobre a pele. Essas placas são removidas após 48 horas para ver se ocorreu alguma reação.
  • Na terceira consulta cerca de dois dias depois da segunda, é observado se houve alguma reação retardada.
  • Se você já testou um material em uma pequena área da pele e notou uma reação, você deve levar o material com você, isso facilitará o diagnóstico do dermatologista.>
  • Outros exames podem ser utilizados para descartar outras causas possíveis, incluindo a biópsia da lesão da pele.

TRATAMENTO

O tratamento inclui a higienização com água para remover qualquer vestígio do irritante que pode permanecer na pele. Você deve evitar exposição a substâncias irritantes ou alergênicos conhecidos.

Emolientes e hidratantes ajudam a manter a pele úmida, e também auxiliam na reparação e proteção da cútis. Esses produtos são parte fundamental da prevenção e tratamento da dermatite de contato.

Cremes ou pomadas de corticosteróides podem reduzir a inflamação. Siga atentamente as instruções ao usar estes cremes. O uso excessivo, mesmo de baixa potência, pode deixar a pele dependente ao produto. Adicionalmente, ou em vez de corticosteróides, o médico pode prescrever medicamentos chamados imunomoduladores, como o tacrolímus ou pimecrolimus tópicos. Nos casos mais graves, podem ser necessários comprimidos corticosteróides. Podem ser necessários antialérgicos e até corticosteróides orais.

Compressas úmidas, calmante ou loções secativas podem ser recomendadas para reduzir os sintomas de coceira.

Em caso de alergia, jamais se automedique ou busque “soluções mágicas”. Procure um médico.

PREVENÇÃO

Evite ter contato com os alergênicos conhecidos. Use luvas protetoras ou outras barreiras se o contato com essas substâncias for provável ou inevitável. Lave a pele cuidadosamente após o contato com essas substâncias.

A dermatite de contato geralmente desaparece sem complicações em 2 ou 3 semanas. No entanto, ele pode retornar se a substância ou material que a causou não tiver sido identificado ou evitado.

Dermatite Seborreica

O QUE É?

Dermatite Seborreica

A dermatite seborreica é uma inflamação na pele que causa principalmente escamação e vermelhidão em algumas áreas da face, como sobrancelhas e cantos do nariz, couro cabeludo e colo. É uma doença de caráter crônico, com períodos de melhora e piora dos sintomas. A causa não é totalmente conhecida, e a inflamação pode ter origem genética ou ser desencadeada por agentes externos, como alergias, situações de fadiga ou estresse emocional, tempo frio, excesso de oleosidade. A presença de um fungo, o Pityrosporum ovale, também pode provocar dermatite seborreica.

A dermatite seborreica em recém-nascidos, conhecida como crosta-láctea, é uma condição inofensiva e temporária. Aparecem crostas grossas e amarelas ou marrons sobre o couro cabeludo da criança. Escamas semelhantes também podem ser encontradas nas pálpebras, nas orelhas, ao redor do nariz e na virilha.

Tanto em adultos como em crianças a doença não é contagiosa e não é causada por falta de higiene. Não é uma alergia, e não é perigosa.

SINTOMAS

De forma geral, os sintomas da dermatite seborreica são:

  • oleosidade na pele e no couro cabeludo;
  • escamas brancas que descamam – caspa; escamas amareladas que são oleosas e ardem;
  • Coceira, que pode piorar caso a área seja infectada pelo ato de “cutucar” a pele
  • Leve vermelhidão na área;
  • possível perda de cabelo.

Esta dermatite pode ocorrer em diversas áreas do corpo. Normalmente, se forma onde a pele é oleosa ou gordurosa, como, couro cabeludo, sobrancelhas, pálpebras, vincos do nariz, lábios, atrás das orelhas, e tórax.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é feito clinicamente por um dermatologista, que irá se basear na localização das lesões e no relato do paciente. O dermatologista poderá necessitar de alguns exames clínicos, como exame micológico, biópsia e teste de contato.

TRATAMENTO

O tratamento precoce das crises é importante, e pode envolver as seguintes medidas: lavagens mais frequentes; interrupção do uso de sprays, pomadas e géis para o cabelo; evitar uso de chapéus ou bonés, shampoos que contenham ácido salicílico, alcatrão, selênio, enxofre, zinco e anti fúngicos; cremes/pomadas também com anti fúngicos e eventualmente com corticosteróide, dentre outros especificados pelo dermatologista.

PREVENÇÃO

Não existe uma forma de prevenir o desenvolvimento ou o reaparecimento da dermatite seborreica. Entretanto, cuidados especiais com a higiene e uso de shampoo adequado ao tipo de pele tornam o tratamento mais fácil.

É necessário seguir o tratamento correto, o qual irá depender da localização das lesões e da intensidade dos sintomas, bem como alterar alguns hábitos e eliminar os fatores reguladores, como estresse, má alimentação, tabagismo e consumo de bebida alcóolica.

Além disso, alguns cuidados podem ajudar na melhora dos sintomas, como evitar a ingestão de alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas; não tomar banhos muito quentes; enxugar-se bem antes de vestir-se; usar roupas que não retenham o suor. Tecidos sintéticos costumam ser contraindicados para quem tem tendência à dermatite seborreica; controlar o estresse físico e mental e a ansiedade; retirar completamente o shampoo e o condicionador dos cabelos quando lavar a cabeça.

Escabiose

O QUE É?

Escabiose

A escabiose (ou sarna) é uma doença altamente infecciosa causada pelo ácaro parasita, Sarcoptes scabie, transmitida de uma pessoa a outra pelo contato direto com a pele do indivíduo. A sarna acomete qualquer pessoa, independentemente de raça, idade ou hábitos de higiene pessoal.

O Sarcoptes scabie alimenta-se da queratina, a proteína que constitui a camada superficial da pele. Após o acasalamento, a fêmea põe ovos, média de seis por fêmea, que eclodem após duas semanas. A doença é caracterizada por uma coceira intensa, principalmente à noite.

A sarna forma pequenas crostas nas áreas mais quentes do corpo: entre os dedos, atrás dos joelhos, atrás dos cotovelos, nádegas, virilhas, umbigo e mamas e axilas. Nas crianças, acomete todo o corpo – inclusive as palmas das mãos, as plantas dos pés e o couro cabeludo.

SINTOMAS

O período de incubação da doença é cerca de três semanas, então começam as erupções que causam coceira nos dedos das mãos, punhos, mamilos, axilas, genitália, umbigo e nádegas. Também podem surgir pápulas, ou bolinhas, e lesões em túnel, ou lineares, de trajeto sinuoso, às vezes, pouco visíveis.

Além disso, podem-se encontrar também escoriações, causadas pelo ato de coçar, infecções secundárias ou nódulos na bolsa escrotal ou no pênis.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é feito baseado do relato do paciente, a coceira noturna. As lesões que podem ser observadas nas áreas sugestivas. Um dermatologista será capaz de fazer o diagnóstico. E este poderá se confirmar através da observação do material coletado da pele do paciente ao microscópio. O diagnóstico é feito por meio do exame clínico das lesões e do relato do paciente, como a coceira noturna e nas áreas típicas, e pode ser confirmado pelo encontro do parasita na lesão.

TRATAMENTO

Há vários medicamentos de uso tópico que podem ser utilizados no tratamento da escabiose. As soluções escabicidas normalmente devem ser diluídas e aplicadas à noite, no corpo todo do indivíduo, por alguns dias. Outra possibilidade é o tratamento via medicação oral prescrito pelo médico, porém, esses geralmente são usados nos casos graves da doença ou em pacientes imunodeprimidos. Os sabonetes escabicidas não costumam ser eficazes e produzem, em diversos casos, reações alérgicas que pioram o caso.

É importante dizer que todas as pessoas que residem na casa do doente devem ser examinadas e até mesmo tratadas, às vezes com doses menores da medicação e com orientação médica. Não há necessidade de ferver roupas de cama ou pessoais, pois o ácaro não sobrevive por muito tempo fora do hospedeiro. Porém é importante a troca diária das roupas, com lavagem simples das mesmas.

Gestantes e lactentes não devem utilizar os mesmos medicamentos que as outras pessoas acometidas pela escabiose.

PREVENÇÃO

Se há alguém com escabiose em casa, é importante que as roupas sejam trocadas e lavadas diariamente. Mas o contágio ocorre, na maioria das vezes, através do contato direto com a pessoa infectadas, inclusive em relações sexuais.

Estrias

O QUE É?

Estrias

As estrias são cicatrizes atróficas que se formam quando há destruição de fibras elásticas e colágenas na pele. Formam-se, normalmente, quando há aumento do volume corpóreo por causa de gravidez, aumento de peso, colocação de prótese mamária, uso de anabolizantes; ou por fatores hormonais como o uso de estrógeno e hormônios adrenocorticais. O uso prolongado de tratamentos com corticoides também podem desencadear estrias. Fatores genéticos também podem estar envolvidos.

Formam-se, então, as linhas atróficas na pele por causa da diminuição da espessura da derme e epiderme. Essas linhas quando são recentes são de cor rósea ou púrpura; as antigas ficam esbranquiçadas.

COMO SE MANIFESTA

Em mulheres é mais comum encontrar estrias nos flancos, coxas, glúteos, abdômen e nos seios. Acontece muito quando a mulher entra na puberdade, cresce muito rápido, ou ganha peso em um curto espaço de tempo. Na fase adulta, durante a gravidez podem aparecer estrias no abdômen e nos seios. Outra causa comum, hoje, é o aparecimento após a colocação de próteses de silicone, por causa da distensão dos tecidos de forma abrupta.

Já em homens é mais comum nos ombros, braços e costas. Os que se submetem a musculação excessiva ou abusam de anabolizantes são os mais propensos. Em homens o ganho de peso e o crescimento abrupto também são causas de estrias.

As estrias róseas ou arroxeadas são recentes, podem apresentar discreta coceira e são acompanhadas por um processo inflamatório local; já as brancas como são mais antigas, já ocorreu uma atrofia mais intensa das fibras colágenas e elásticas, e não há inflamação envolvida.

Em pessoas de pele morena ou negra as estrias podem aparecer com uma coloração mais escura do que seu (o) tom de pele.

TRATAMENTO

A eficácia do tratamento irá depender da fase da estria, o local em que ela se encontra e sua espessura. É importante lembrar que não há cura total, mas há significativa melhora em sua aparência. A genética do paciente, a raça, a idade e a produção de colágeno individual são fatores que também influenciam no sucesso do tratamento.

Além disso, quanto mais cedo iniciar-se o tratamento, maiores as chances de que os resultados sejam positivos. Há vários tipos de tratamento, desde cremes tópicos, aplicação de ácidos, lasers e peelings. O dermatologista é o profissional mais indicado para diagnosticar e prescrever os tratamentos, ele irá avaliar qual ou quais os tratamentos irão lhe trazer melhores resultados. Veja alguns dos procedimentos mais indicados:

  • Ácido retinóico:

    pode ser usado em casa e o paciente usa o ácido para estimular a produção de colágeno. É importante manter a pele sempre hidratada.

  • Microdermoabrasão: Promove estímulo para reorganização dos tecidos da estria e facilita a penetração de outras substâncias, como o ácido retinóico. Deve ser feito com cuidado para evitar sangramentos no local.
  • Infravermelho: a penetração da luz infravermelha produz aumento da temperatura na derme, chegando a 65°C, provoca desagregação do colágeno, contração do mesmo, e estímulo à produção do novo colágeno com remodelação da derme.
  • Laser ablativo e fracionado: é uma excelente opção de tratamento, tem um dano térmico controlado e requerem poucas sessões. Esse método é eficaz em estrias antigas. Uma desvantagem do tratamento é o desconforto na hora das aplicações.
  • Laser não-ablativo: tem ponteiras precisas que não machucam a epiderme, portanto, podem ser realizados em qualquer tipo de pele e época do ano, mas demandam um maior numero de sessões.
  • Subcisão: procedimento cirúrgico no qual através de uma agulha apropriada faz-se uma ruptura das traves de fibrose produzindo hematoma no local, podendo associar a esse tratamento a sutura da estria ou o preenchimento das áreas atróficas com ácido hialurônico.

PREVENÇÃO

A melhor prevenção é evitar os fatores que podem fazer com que ela apareça. Manter o peso constante, evitar o uso prolongado de corticóides tópicos ou sistêmicos e evitar o uso de anabolizantes.

É importante manter a hidratação adequada da pele com o uso de cremes a base de uréia, lactato de amônio, óleo de semente de uva e amêndoas, rosa mosqueta, ácido hialurônico.

Foliculite

O QUE É?

Foliculite

Foliculite ocorre quando há infecção dos folículos pilosos, causada por bactérias, como o estafilococo, ou outros fatores. Infecções graves podem causar perda permanente do cabelo e cicatrizes.

A infecção aparece como pequenas espinhas, de ponta branca, em torno de um ou mais folículos pilosos. A maioria dos casos de foliculite é superficial, pode coçar, e doer. Normalmente a inflamação do pelo sara sozinha, mas os casos mais graves e recorrentes merecem atenção e tratamento com um dermatologista.

SINTOMAS

A foliculite pode ser superficial ou profunda. No primeiro caso, afeta apenas a parte superior do folículo piloso. Os sintomas são: pequenas espinhas vermelhas, com ou sem pus; a pele pode ficar avermelhada e inflamada; causa coceira e sensibilidade na região.

São raros os casos de foliculite que causam complicações. Entretanto, preste atenção a possíveis recorrências, ou seja, um local em que o pelo sempre “encrava”, ou se a área atingida pela foliculite aumenta. Procure o dermatologista, ele irá indicar o melhor tratamento.

Quando a inflamação atinge áreas mais profundas da pele, pode haver a formação de furúnculos. Os sintomas são: grandes áreas avermelhadas; lesões elevadas com pus amarelado no meio; as áreas ficam muito sensíveis e doloridas e pode coçar também; em alguns casos a dor é intensa. As chances de cicatrizes são maiores nesses casos, e pode haver destruição do folículo piloso.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

Um médico pode diagnosticar a foliculite simplesmente olhando a pele. Em alguns casos, os médicos podem retirar amostras da secreção da lesão para que ela seja examinada em laboratório.

Os casos leves de foliculite provavelmente curam-se sozinhos. Mas, casos persistentes ou recorrentes podem exigir tratamento. A terapia dependerá do tipo e da gravidade da sua infecção.

  • Foliculite Estafilocócica

    Tipo comum. Ocorre quando os folículos pilosos são infectados com bactérias staphylococcus aureus (estafilococos).É caracterizada por coceira, inflamação com pus e pode ocorrer em qualquer região do corpo que possua pelos. Quando afeta área da barba de um homem, é chamada de coceira do barbeiro. Embora os estafilococos vivam na pele o tempo todo, elas podem causar problemas quando entram no corpo através de um corte ou outro ferimento. Isto pode ocorrer por arranhões ou lesões na pele. O tratamento pode ser com antibiótico tópico, oral ou uma combinação dos dois. Também pode ser recomendado evitar raspar a área, até que a infecção sare.

  • Foliculite por pseudômonas (foliculite da banheira quente)

    As bactérias pseudomonas aeruginosa proliferam em ambientes aquáticos em que os níveis de cloro e o pH não são bem regulados, como banheiras de hidromassagem. A infecção aparece entre oito horas e cinco dias após a exposição à bactéria. São erupções vermelhas, que coçam, e mais tarde bolhas com pus podem aparecer também. Áreas que ficam úmidas por mais tempo são as mais propensas à infecção, como as áreas cobertas pela roupa de banho. O tratamento se dá normalmente com loções para aliviar a coceira, antibióticos são receitados raramente.

  • Pseudofoliculite da barba

    Uma inflamação dos folículos pilosos na área da barba, afeta homens. Os pelos raspados ao crescerem se curvam e voltam para o interior da pele. Este processo leva à inflamação e, à vezes, cicatrizes na face e no pescoço. Há cuidados para prevenir. Usar o barbeador elétrico pode ser uma opção. Ao se barbear, procure utilizar água morna, massagear os pelos para que eles fiquem mais amolecidos, ao passar o barbeador faça-o no sentido do crescimento dos pelos. E após terminar o processo, passe um hidratante.

  • Foliculite Pitirospórica

    Comum em adolescentes e homens adultos, é causada por um fungo que causa inflamações avermelhadas, que coçam, nas costas e no peito. Atinge, às vezes, o pescoço, ombros, braços e face. Antifúngicos tópicos ou orais são os tratamentos mais eficazes para este tipo de foliculite.

  • Sycosis barba

    Inflamação em todo o folículo piloso após o barbear. Pequenas inflamações aparecem primeiro no lábio superior, queixo e mandíbula. Podem aparecer constantemente com o barbear contínuo. Em casos mais graves pode deixar cicatrizes.Compressas e antibiótico local são os tratamentos mais utilizados.

  • Foliculite gram-negativo

    Costuma se desenvolver quando a pessoa usa antibióticos por longo tempo para tratar acnes. Surge principalmente no nariz. Esses medicamentos alteram o equilíbrio normal da pele, fazendo com que organismos nocivos se desenvolvam, como as bactérias gram-negativas. Na maioria das pessoas não há grandes problemas, principalmente após cessar o uso dos medicamentos. Mas elas podem se espalhar pelo rosto e causar lesõesgraves. Apesar de este tipo ser provocado pelo uso prolongado de antibióticos, medicamentos tópicos ainda são a melhor forma de tratamento.

  • Furúnculos e carbúnculos

    Ocorre quando há infecção com estafilococos. É uma inflamação inchada, bem avermelhada e febril. Conforme a quantidade de pus no interior aumenta, a região se torna mais dolorosa. Quando as lesões são muito grandes pode haver cicatriz no futuro. O carbúnculo é um aglomerado de furúnculos, que muitas vezes ocorre na parte de trás do pescoço, ombros, costas e coxas. São infecções mais profundas e graves do que um único furúnculo. Quase sempre deixam pequenas cicatrizes. O médico pode drenar a infecção com uma pequena incisão para aliviar a febre e a dor. No caso dos carbúnculos pode ser necessário usar antibióticos para ajudar na melhora dos sintomas.

  • Foliculite eosinofílica

    Acomete principalmente pessoas com HIV. É caracterizada por manchas inflamadas, feridas com pus, principalmente no rosto e, às vezes, nos braços, que podem coçar. As feridas costumam se espalhar, e deixam as áreas mais escuras do que a pele normal. A causa exata da foliculite eosinofílica não é conhecida, embora possa envolver o mesmo fungo responsável pela foliculite pitirospórica. Neste tipo, os corticosteroides são o melhor tratamento, em casos graves é necessário entrar com a medicação oral também. Em pacientes com HIV além dos esteroides tópicos o médico pode receitar anti-histamínicos via oral.

PREVENÇÃO

Manter a pele limpa, seca e livre de escoriações ou irritações pode ajudar a prevenir a foliculite. Certas pessoas são mais propensas a infecções, como as pessoas com diabetes. Se você tem algum problema médico que o torna mais propenso a contrair infecções, algumas precauções podem ser importantes.

Evite lavagens antissépticas rotineiramente, pois deixam a pele e seca e matam bactérias protetoras. Mantenha a pele hidratada. Tome cuidado ao fazer a barba, use gel de barbear, espuma ou sabão para lubrificar as lâminas e evitar cortes.

Fotossensibilidade

O QUE É?

Fotossensibilidade

A fotossensibilidade é uma reação incomum sensibilidade extrema da pele quando exposta à luz do Sol ou fontes luminosas artificiais, induzidas por substâncias químicas. Aas reações podem se instalar em menos de 30 minutos até dias, e podem deixar marcas e lesões nas áreas expostas aos raios solares ou em locais mais distantes, nesse caso, dificultando o diagnóstico.

TIPOS DE REAÇÃO

  • Fototóxica.

    Resulta da liberação de energia por agentes fotossensibilizantes e pode provocar danos a longo prazo na pele. Mais comum, pode ser observada minutos ou horas após o contato com o agente agressor associado aos raios solares (como exemplo temos as reações causadas pelo sumo do limão e sol). As reações são locais, ou seja, apenas na parte que foi exposta ao agente fotossensibilizante. Não há envolvimento imunológico nesse caso, e pode ocorrer com qualquer indivíduo.

  • Fotoalérgica.

    Mais rara, ocorre quando uma substância química induzida pelos raios UV alteram moléculas da pele, transformando-as em novas substâncias. Isso provoca uma resposta do corpo, que ataca essas novas moléculas (diferentes) formadas. Demora mais tempo para poder ser observada pois precisa de um contato prévio com a substância para que ocorra essa sensibilização. As reações costumam aparecer entre um e três dias após o contato e não se limitam ao local atingido, podendo se espalhar para o resto do corpo.

SINTOMAS

  • Quando os raios ultravioleta atingem a pele fotossensível , o mais comum é a ocorrência de algum tipo de dermatite (erupções cutâneas provocadas pela substância agressora).
  • Prurido (coceira), machucados, vermelhidão e pequenas bolhas também podem surgir.

TRATAMENTO E PREVENÇÃO

  • A abordagem mais eficiente é a fotoproteção: usar roupas adequadas para se proteger do Sol e sempre aplicar filtro solar antes de sair ao ar livre.
  • No caso de doenças mais graves relacionadas à fotossensibilidade, como lúpus eritematoso sistêmico por exemplo, o tratamento é mais específico e feito com medicamentos.
  • Medicamentos por via oral e tópicos são utilizados, devendo ser indicados pelo médico.
  • Evitar contato com substâncias fotossensibilizantes, como algumas plantas, perfumes e outros cosméticos, antibióticos, associados à exposição solar.

Hanseníase

O QUE É?

Hanseníase

A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae. Foi descoberta em 1873 por um cientista chamado Hansen, o nome dado a ela é em homenagem ao seu descobridor. Entretanto, esta é uma das doenças mais antigas já registradas na literatura, com casos na China, Egito e Índia, antes de Cristo.

A doença é curável, mas se não tratada pode ser preocupante. Hoje, em todo o mundo, o tratamento é oferecido gratuitamente, e há várias campanhas para a erradicação na doença. Os países com maiores incidência são os menos desenvolvidos ou com condições precárias de higiene e superpopulação. Em 2011, o Ministério da Saúde registrou no Brasil mais de 33 mil casos da doença.

A transmissão do M. leprae se dá através de contato íntimo e contínuo com o doente não tratado. Apesar de ser uma doença da pele, é transmitida através de gotículas que saem do nariz, ou através da saliva do paciente. Não há transmissão pelo contato com a pele do paciente.

Afeta primordialmente a pele, mas pode afetar também os olhos, os nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos. Ao penetrar no organismo, a bactéria inicia uma luta com o sistema imunológico do paciente. O período de incubação é prolongado, e pode variar de seis meses a seis anos.

SINTOMAS

A hanseníase acomete primeiro a pele e os nervos periféricos, e pode atingir também os olhos e os tecidos do interior do nariz. O primeiro e principal sintoma são o aparecimento de manchas de cor parda, ou eritematosas, que são pouco visíveis e com limites imprecisos.

Nas áreas afetadas pela hanseníase, o paciente apresenta perda de sensibilidade térmica, perda de pelos e ausência de transpiração. Quando lesiona o nervo da região em que se manifestou a doença, causa dormência e perda de tônus muscular na área.

Podem aparecer caroços e/ou inchaços nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos e cotovelos; e pode haver alteração na musculatura esquelética causando deformidades nos membros.

Além disso, são identificadas quatro formas clínicas da doença:

  • Hanseníase indeterminada

    Estágio inicial da doença e muito comum em crianças. Quando começa nesse estágio, apenas 25% dos casos evoluem para outras formas.

  • Hanseníase Tuberculóide

    Forma mais leve da doença. A pessoa tem apenas uma ou poucas manchas pálidas na pele. Ocorre quando a patologia é paucibacilar (com poucos bacilos), ou seja, não contagiosa. Alterações nos nervos próximos à lesão, podem causar dor, fraqueza e atrofia muscular.

  • Hanseníase Borderline

    Forma intermediária da doença. Há mais manchas na pele e cobrindo áreas mais extensas, em alguns casos é difícil precisar onde começa e onde termina.

  • Hanseníase Virchowiana

    Forma grave da doença, multibacilar, com muitos bacilos, e contagiosa. Os inchaços são generalizados e há erupções cutâneas, dormência e fraqueza muscular. Nariz, rins e órgãos reprodutivos masculinos também podem ser afetados.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da hanseníase é feito pelo dermatologista, e envolve a avaliação clínica do paciente, com aplicação de testes de sensibilidade, palpação de nervos, avaliação da força motora etc. Se o dermatologista desconfiar de alguma mancha ou ferida no corpo do paciente, poderá fazer uma biópsia da área ou pedir um exame laboratorial para medir a quantidade de bacilos. O exame identifica se a hanseníase é paucibacilar, com pouco ou nenhum bacilo; ou multibacilar, com muitos bacilos.

É importante lembrar que a hanseníase é uma doença totalmente curável, e não há motivo para preconceito. É importante ficar atento aos sinais e procurar o dermatologista, ele prescreverá o tratamento adequado.

TRATAMENTO

O Tratamento é gratuito e fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Antibióticos são usados para tratar as infecções, mas o tratamento completo é em longo prazo. Nas formas mais brandas (paucibacilar) demora em torno de seis meses, já nas formas mais graves (multibacilar) o tempo é de um ano ou mais.

Há alguns medicamentos específicos e combinações que são prescritas pelo médico. Alguns não podem ser tomados por grávidas, por isso avise o médico em caso de gravidez.

É fundamental seguir o tratamento, pois é eficaz e permite a cura da doença, caso não seja interrompido. A primeira dose do medicamento já garante que a hanseníase não será transmitida.

PREVENÇÃO

A melhor forma de prevenir a doença é mantendo o sistema imunológico eficiente. Ter boa alimentação, praticar atividade física, manter condições aceitáveis de higiene também ajudam a manter a doença longe, pois, caso haja contato com a bactéria, logo o organismo irá combatê-la.

Outra dica importante é convencer os familiares e pessoas próximas a um doente a procurarem uma Unidade Básica de Saúde para avaliação, quando for diagnosticado um caso de hanseníase na família. Dessa forma, a doença não será transmitida nem pela família nem pelos parentes próximos e amigos.

Hemangioma

O QUE É?

Hemagioma

Os hemangiomas são formações tumorais benignas de capilares e vasos sanguíneos. Aparecem na pele como manchas ou tumorações avermelhadas e arroxeadas. Podem representar apenas alterações estéticas, mas casos desde o nascimento podem ser mais extensos e levar a sangramentos , distúrbios da coagulação e compressão de órgãos vizinhos. É extremamente rara a transformação de um hemangioma em uma lesão maligna.

SINTOMAS

Pode estar presente no nascimento ou se desenvolverem até o primeiro ano de vida. Geralmente, aparecem na face ou no couro cabeludo, mas podem se desenvolver até nos órgãos internos. Crescem de forma rápida, mas costumam desaparecer até o início da puberdade. Por causa desta regressão, os dermatologistas, geralmente, apenas observam e monitoram a evolução da lesão, caracterizada como uma elevação vermelha viva. Há casos com hemangiomas extensos e que devem ser diagnosticadas e tratados adequadamente desde o nascimento. Em geral os pediatras detectam estas doenças e encaminham para a abordagem adequada junto ao cirurgião vascular, plástico e dermatologista. Estes casos extensos são de tratamento multidisciplinar. São casos raros, mas que devem ser tratados emergencialmente pois podem causar manifestações sistêmicas devidos às alterações nos fatores de coagulação e hemorragias.

  • Angioma rubi

    São pequenas “bolinhas” vermelhas semelhantes a pedras de rubi, que surgem geralmente durante a fase adulta e aparecem principalmente no tronco e abdome. A quantidade e o tamanho costumam aumentar com o passar dos anos.

  • Granuloma piogênico

    São verdadeiros tumores benignos que crescem rapidamente e sangram com igual facilidade. Surgem no canto das unhas, em decorrência de unhas encravadas ou sapatos apertados, em locais de machucados e até na mucosa oral. Como crescem rapidamente costumam assustar o paciente. É importante afastar a possibilidade de um melanoma sem pigmento (melanoma amelanótico) quando vemos um granuloma piogênico, principalmente àqueles refratários ao tratamento. Assim, no seu tratamento, o médico deve considerar mandar o material retirado para exame laboratorial. (já vai ser falado no tratamento)

  • Mancha vinho do porto

    São manchas arroxeadas que surgem em qualquer parte do corpo. Não trazem nenhum tipo de problema além da estética. Retirar essa frase. Em geral, o problema é estético, mas lesões muito extensas podem indicar alterações congênitas, neurológicas ou oftalmológicas. Caso o paciente deseje removê-la, o tratamento com laser é o mais indicado. Há que investigar se não há comprometimento profundo.

TRATAMENTO

Os tratamentos dependem do tipo de hemangioma:

  • Hemangioma infantil: o costume é esperar a regressão total das tumorações, que muito raramente apresentam complicações. A opção de remover a lesão deve ser amplamente discutida com o médico, salvo em condições que possam atrapalhar o bom funcionamento dos órgãos ou de outros sentidos, como a visão.
  • Nos granulomas piogênicos, o tratamento depende do tamanho da lesão. As pequenas são geralmente tratadas com cauterização química. Lesões maiores requerem eletrocoagulação, com anestesia local aplicada ou crioterapia. Antibióticos podem ser receitados caso haja inflamação ou infecção mais grave no local da lesão. Considerar a possibilidade de envio para exame laboratorial a fim de afastar outros tumores que simulem o granuloma piogênico, tais como o melanoma sem pigmento.
  • Lesões menores e menos graves, como o angioma rubi, operações de eletrocoagulação ou até mesmo excisão e sutura podem resolver o problema. A criocirurgia também pode ser uma solução. A indicação da retirada do angioma rubi é meramente estética. Geralmente é feito eletrocoagulação e a crioterapia é uma opção. Retirar a excisão e sutura
  • Lesões maiores podem exigir retalhos ou enxertos para sua correção.
  • A cirurgia com laser também é uma opção para casos como a mancha vinho do porto ou em casos mais graves, quando a lesão é de difícil manejo cirúrgico.

Herpes

O QUE É?

Herpes

O herpes é uma doença causada por um vírus, que se apresenta como pequenas bolhas transparentes, principalmente na pele, lábios ou nos órgãos genitais. O herpes tipo 1 causa lesão oral, geralmente lábios ou na parte interna da boca. O herpes tipo 2 é o principal responsável pelo quadro de herpes genital.

O Herpes tipo 3 é mais conhecido como vírus da varicela, ou vírus da catapora. Após contato com o vírus durante a infância, este fica latente no organismo. Se houver algum estímulo e o vírus da varicela se desenvolver novamente, pode causar a doença, popularmente conhecida como “cobreiro”, ou Herpes Zoster.

É uma doença contagiosa e benigna, mas que costuma se manifestar por diversas vezes. A contaminação é através do contato direto com a lesão. Mulheres grávidas com histórico de herpes genital não devem ter parto normal, pois há risco de haver a contaminação do bebê no ato do nascimento. A recidiva do herpes pode se dar após um período de estresse, exposição prolongada ao sol, infecções ou em períodos de depressão ou baixa imunidade do organismo.

SINTOMAS

Inicialmente pode haver coceira e ardência no local onde surgirão as lesões. A seguir, formam-se pequenas bolhas agrupadas sobre área avermelhada e inchada. Quando as bolhas se rompem liberam um líquido repleto de vírus e formam-se crostas. Esta é a fase de maior perigo de transmissão. Todo o processo dura de 5 a 10 dias e não deixa cicatrizes.

TRATAMENTO

O tratamento deve ser iniciado tão logo comecem os primeiros sintomas, assim o surto deverá ser de menor intensidade e duração; evite furar as vesículas; evite beijar ou falar muito próximo de outras pessoas, principalmente de crianças se a localização for labial; evite relações sexuais se for de localização genital; lave sempre bem as mãos após manipular as feridas, pois a virose pode ser transmitida para outros locais de seu próprio corpo, especialmente as mucosas oculares, bucal e genital.

Não se automedique. Procure sempre um médico quando do surgimento do herpes. O tratamento é feito com antivirais orais. Os antivirais tópicos são questionáveis, pois apenas diminuem a eliminação do vírus, mas não influenciam na evolução do surto. Em caso de surgimento de lesão de herpes zoster na região centro facial, pegando nariz e olhos, procurar um médico imediatamente, pois pode ser necessária internação para medicação venosa, a fim de evitar complicações como cegueira ou meningite.

Hiperidrose

O QUE É?

Hiperidrose

É uma condição que provoca suor excessivo. Os pacientes podem suar mesmo em repouso. A sudorese é uma condição normal do nosso corpo e ajuda a manter a temperatura. É normal suar quando está calor, ou durante a prática de atividade físicas, ou em certas situações específicas, como momentos de raiva, nervosismo ou medo.

Porém, a sudorese excessiva ocorre mesmo sem a presença de qualquer desses fatores. Isso porque as glândulas sudoríparas dos pacientes são hiperfuncionantes. As hiperidrose pode decorrer de diferentes causas, como fatores emocionais, hereditários ou doenças. Diferentes regiões do corpo podem ser acometidas pela hiperidrose: axilas, palma das mãos, rosto, cabeça, sola dos pés e virilha.

Quando há transpiração extrema, esta pode ser embaraçosa, desconfortável, indutora de ansiedade e se tornar incapacitante. Pode perturbar todos os aspectos da vida de uma pessoa, desde a escolha da carreira e atividades recreativas até relacionamentos, bem-estar emocional e autoimagem.

SINTOMAS

O principal sintoma da hiperidrose é o suor excessivo, seja em todo o corpo, sejam em áreas localizadas, como axilas, mãos, pés ou rosto. DIAGNÓSTICO

Há dois tipos de hiperidrose, primária focal e secundária generalizada. A hiperidrose focal aparece na infância ou adolescência, geralmente, nas mãos, pés, axilas, cabeça, ou rosto. As pessoas não suam quando dormem, ou em repouso. Normalmente há mais pessoas na mesma família com o mesmo problema. A hiperidrose primária focal afeta de 2 a 3% da população, no entanto, menos de 40% dos pacientes com essa condição consultam um médico.

O outro tipo é a hiperidrose secundária generalizada. Este tipo de transpiração excessiva é causado por uma condição médica, ou é efeito colateral de uma medicação. Ao contrário da hiperidrose focal primária, as pessoas com hiperidrose secundária suam em todas as áreas do corpo ou em áreas incomuns. Outra diferença fundamental entre os dois tipos de hiperidrose é que pessoas com hiperidrose generalizada secundária podem transpirar excessivamente durante o sono.

A hiperidrose secundária começa na fase adulta. O tratamento deste tipo de sudorese envolve primeiro determinar a causa da condição, seja outra doença ou uma medicação.

Há dois testes para se descobrir o tamanho da hiperidrose. O teste de amido-iodo, que consiste em uma aplicação de uma solução de iodo para a área suada e, após secagem, o amido é aspergido sobre a zona. A combinação amido e iodo com o suor deixa a região cor azul escuro. O outro método é o do papel de teste. Um papel especial é colocado sobre a área afetada para absorver o suor, e depois é pesado​​. Quanto mais peso tiver, mais suor se acumulou. TRATAMENTO

Veja alguns tratamentos disponíveis e que podem ser prescritos por um dermatologista.

  • Antitranspirantes:

    sudorese excessiva pode ser controlada com fortes antitranspirantes.

  • Medicamentos:

    :drogas anticolinérgicas ajudam a impedir a estimulação das glândulas sudoríparas, mas, embora eficazes para alguns pacientes, é pouco receitado. Os efeitos colaterais incluem boca seca, tonturas e problemas com a micção. Os beta-bloqueadores ou benzodiazepínicos pode ajudar a reduzir a transpiração relacionada ao estresse.

  • Iontoforese:

    Este procedimento usa eletricidade para “desligar” temporariamente a glândula do suor e é mais eficaz para a transpiração das mãos e dos pés. As mãos e os pés são colocados em água e, em seguida, liga-se uma leve corrente elétrica. Esta é gradualmente aumentada até que o paciente sente uma sensação de formigamento. A terapia dura entre 10 e 20 minutos, e requer várias sessões. Os efeitos colaterais, embora raro, incluem bolhas e rachaduras da pele.

  • Toxina botulínica tipo A:

    A toxina botulínica purificada pode ser injetada na axila, nas mãos ou nos pés para bloquear temporariamente os nervos que estimulam a sudorese.

  • Simpatectomia torácica endoscópica (STE):

    em casos graves, pode-se recomendar um procedimento cirúrgico, que é minimamente invasivo. Isso ocorre quando outros tratamentos falharam. Este procedimento desliga o sinal que diz ao corpo para suar excessivamente, normalmente realizado em pacientes cujas palmas das mãos suam excessivamente. Também pode ser usado para tratar a extrema transpiração do rosto. STE não funciona igualmente bem para quem tem sudorese excessiva nas axilas. A principal complicação é começar a suar em outras áreas do corpo, onde isso não ocorria anteriormente.

Hirsutismo

O QUE É?

Hirsutismo

O hirsutismo é um aumento de quantidade de pelos na mulher em locais usuais ao homem, como queixo, buço, abdome inferior, ao redor de mamilos, entre os seios, glúteos e parte interna das coxas.

O hirsutismo, embora seja raro costuma afetar as mulheres durante os anos férteis e após a menopausa, geralmente está associado à irregularidade menstrual, alterações hormonais, infertilidade e acne. Muitos casos não têm causa definida.

SINTOMAS

O surgimento deste distúrbio pode ser provocado por causas genéticas, uso de medicamentos e distúrbios glandulares (chamados endocrinológicos)

  • Hirsutismo familiar.

    O crescimento de pelos ocorre, mas não por causa dos ciclos menstruais ou de um desbalanço hormonal predominantemente androgênicos (hromônios masculinos), Estes estão normais nestas mulheres. Nesse caso, a condição é antiga, e pode estar associada a alguns grupos éticos específicos.

  • Excesso de hormônios masculinos.

    O hirsutismo pode estar ligado ao excesso de produção de androgênios (hormônios masculinos) pelas glândulas adrenais e os ovários. Em geral nestes casos ocorre um surgimento dos pêlos progressivo, e deve ser investigado. Há causas diversas sendo as mais comuns distúrbios na regulação da produção dos hormônios sexuais e seu balanço, e muito raramente tumores nos ovários ou nas glândulas suprarrenais.

  • Medicamentos.

    Alguns tipos de drogas podem estimular o surgimento de pelos, o que explica a manifestação clínica da doença.

  • Síndrome dos ovários policísticos.

    Esse síndrome é associado ao conjunto de mudanças que a mulher sofre no seu ciclo menstrual por alterações hormonais, oleosidade, acne e infertilidade. O hirsutismo pode se manifestar em decorrência dessa síndrome.

TRATAMENTO

Um dos primeiros passos do tratamento é realizar uma investigação hormonal. A partir daí, o médico irá planejar todos os passos do tratamento, que passa inicialmente pela definição da doença de base, caso exista.

Medicamentos tópicos e sistêmicos

Na maior parte das vezes, o tratamento tópico (local) é realizado pelo bloqueio da ação dos hormônios masculinos nos pêlos, o que causa uma redução na sua velocidade e crescimento.

Por sua vez o tratamento sistêmico é realizado usando-se medicamentos de uso oral – são denominados antiandrogênicos.. Os resultados começam a aparecer entre três e seis meses.

Vale salientar que a Flutamida é uma medicação proibida para uso dermatológico no tratamento do hirsutismo, por seu risco de lesão aguda e irreversível do fígado. Essa posição é explicitada no alerta da Anvisa SNVS no 7, de 21 de outubro de 2004, no qual consta que, para a flutamina, “… o posicionamento da ANVISA em relação à única indicação terapêutica aprovada, o CÂNCER DE PRÓSTATA”.

Tratamento físico

Paralelamente aos medicamentos tópicos, pode ser preciso que o paciente faça a remoção física dos pelos. Entre os métodos, temos a raspagem; a depilação com cera ou cremes depilatórios; a utilização de pinças; eletrólise e depilação com laser, estas últimas técnicas mais duradouras para suprimir o surgimento de pelos. A escolha do método pode ser discutida com o dermatologista e abaixo seguem alguns pontos importantes a considerar na escolha:

  • Encravamento:alguns métodos podem levar a maior encravamento e inflamação dos pêlos – a chamada foliculite. Nestes casos podem ser tentados tratamentos locais indicados pelos dermatologistas que auxiliem na prevenção da foliculite por depilação.

  • Os cremes depilatórios podem gerar irritação e até queimaduras se usados incorretamente ou em desacordo com as estritas indicações e modo de usar do fabricante. Leia sempre a bula ou instruções do creme adquirido.

  • A eletrólise pode também causar foliculite e aumento de pigmento pela inflamação que gera, além de consumir muito tempo, embora seja muito boa para os pêlos brancos não suscetíveis ao LASER.

  • Os Lasers são uma opção mais rápida e em geral custosa para a remoção dos pêlos. Há diversos aparelhos com princípios técnicos muito diferentes em uso para este fim. A escolha do melhor aparelho a ser usado em cada caso, a eficácia e os possíveis efeitos colaterais (manchas, queimaduras, ausências de resultados, aumento dos pêlos) devem ser discutidos com o médico que irá aplicar o método para que todas as dúvidas sejam sanadas antes de iniciar um tratamento. Este cuidado simples de não iniciar um tratamento de LASER para remoção de pêlos sem saber exatamente o que esperar,evita muitos descontentamentos por parte do paciente quanto a expectativas errôneas ou irreais ou quando as coisas não dão certo.

Melasma

O QUE É?

Melasma

Melasma é uma condição que se caracteriza pelo surgimento de manchas escuras na pele, mais comumente na face, mas também pode ocorrer nos braços e colo. Afeta mais frequentemente as mulheres, podendo ser vista também nos homens. Não há uma causa definida, mas muitas vezes esta condição está relacionada ao uso de anticoncepcionais femininos, à gravidez e principalmente à exposição solar. O fator desencadeante é a exposição à luz Ultravioleta e mesmo à luz visível. Além dos fatores hormonais e da exposição aos raios solares, a predisposição genética e histórico familiar também influencia no surgimento desta condição.

SINTOMAS

Começam a aparecer manchas escuras ou acastanhadas na face, principalmente nas maçãs do rosto, testa, nariz, lábio superior (o chamado “buço) e nas têmporas, lateral dos braços e colo. As manchas têm formatos irregulares e bem definidos, sendo geralmente simétricas (iguais nos dois lados). Muitas vezes as pessoas relacionam o surgimento da mancha ao uso de algum creme, um procedimento de depilação com cera, acidentes domésticos com calor ou forno, mas todas essas possibilidades são apenas “mitos”, não comprovados cientificamente.

TRATAMENTO

O dermatologista é o profissional mais indicado para diagnosticar e tratar esta condição. Os tratamentos variam, mas sempre compreendem hábitos de proteção contra os raios ultravioleta, a luz visível e o uso de medicamentos tópicos e procedimentos para o clareamento. É importante salientar entretanto que o tratamento do melasma sempre prevê um conjunto de medidas para clarear, estabilizar e impedir que o pigmento volte.

  • Fotoproteção

    O ponto de partida para que o tratamento tenha efeito é a proteção contra os raios solares. Aplicar um filtro solar potente físico e químico, com FPS mínimo de 30 nas regiões expostas do corpo é a medida essencial. Em especial procure filtros que tenham proteções contra os raios ultravioleta A (UVA) e ultravioleta B (UVB). O conceito atual do tratamento de melasma considera que o uso de filtros ajuda a estabilizar os benefícios obtidos com o conjunto de medidas descritas aqui.

  • Cremes

    Para ajudar na remoção destas manchas, cremes clareadores podem ser utilizados. Os mais usados são a base de hidroquinona, ácido glicólico e ácido azeláico. Os resultados demoram cerca de dois meses para começar a aparecer. Não é um método que funciona com todos os pacientes. Mesmo com resultados rápidos , o tempo necessário para estabilizar a condição e impedir que mínimas exposições façam retornar o pigmento pode ser de muitos meses ou anos. Assim o conceito principal é que pacientes com esta condição necessitam tratamento constante.

  • Peelings

    O peeling pode clarear a pele de forma gradual e até mais rapidamente do que os cremes. Existem diversos tipos de procedimentos: alguns mais superficiais (mais seguro) e outro mais profundos da pele .O dermatologista pode auxiliar na escolha do procedimento mais adequado para cada caso.

  • Laser e Luz Intensa Pulsada

    Há algumas formas de energia luminosa que podem ajudar no conjunto de medidas para clarear o melasma. Esta modalidade de tratamento deve ser realizada com cuidado para não gerar mais pigmentação, motivo pelo qual deve ser realizado por um profissional habituado às fontes de energia luminosa.

Micose

O QUE É?

Micose

Micoses são infecções causadas por fungos que atingem a pele, unha e cabelos. Os fungos estão em todos os lugares, inclusive em nosso corpo, entretanto, quando há proliferação em excesso podem causar doenças. Os fungos se alimentam da queratina presente em nossa pele, unhas e cabelos. Quando encontram condições favoráveis, como calor, umidade, baixa de imunidade ou uso de antibióticos sistêmicos por longo prazo, estes fungos se reproduzem rapidamente.

SINTOMAS

A micose se caracteriza pelo surgimento de manchas brancas ou vermelhas que causam coceiras, tem a borda da lesão mais evidente e às vezes crostosa. Manifestam-se mais frequentemente em áreas de dobras (como axilas, virilhas, entre os dedos das mãos e pés), mas que também podem ocorrer em qualquer outra área do corpo. Quando acometem áreas entre os dedos, podem ocorre dor e fissuras. Existem diversos tipos de micoses, todas causadas por fungos.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

  • Pitiríase Versicolor

    Muito frequente. Também conhecida como micose de praia ou pano branco. São pequenas manchas geralmente esbranquiçadas, que escamam quando a estiramos com o dedo, similares a confete. Podem estar agrupadas ou isoladas, e normalmente surgem na parte superior dos braços, tronco, pescoço e rosto. Sua superfície tem uma descamação fina, com a tonalidade variando entre o branco, rosado ou castanho, e raramente coçam. A pitiríase versicolor é mais comum em adolescentes e jovens, sendo que pessoas de pele oleosa estão mais suscetíveis a apresentar este tipo de micose. O tratamento pode ser feito com medicamentos tópicos ou orais. No entanto, esta micose pode voltar ao corpo por várias vezes.

  • Tinhas

    é uma micose que apresenta manchas vermelhas de superfície escamosa, bordas bem nítidas e que coçam. As tinhas aparecem em qualquer lugar do corpo, sendo que conhecemos as dos pés como “pé-de-atleta”. Nas crianças, é comum que apareçam no couro cabeludo. Forma-se uma placa com crostas com coceira intensa, parecendo que o cabelo foi cortado naquela região.

  • Onicomicoses

    são as micoses das unhas, tanto dos pés quanto das mãos. Geralmente a unha se torna mais grossa e descolada do leito. Pode também ter mudança na coloração e forma. O tratamento é feito com medicamentos locais ou orais, sempre orientado por um dermatologista.

O tratamento das micoses é variável. As tinhas tendem a ter tratamentos mais curtos e as onicomicoses mais prolongados. Não interrompa mesmo que os sintomas tenham terminado, pois o fungo das camadas mais profundas pode resistir. Continue o uso da medicação pelo tempo indicado pelo médico. As micoses das unhas são as mais difíceis, o tratamento tem maior duração, podendo ser necessário manter a medicação por mais de doze meses. A persistência é fundamental para obter sucesso nestes casos.

PREVENÇÃO

Hábitos higiênicos são a melhor forma de prevenir micoses. Use somente o seu material de manicure. Seque-se sempre muito bem após o banho, principalmente as dobras, como as axilas, as virilhas e os dedos dos pés. Evite o contato prolongado com água e sabão. Evite andar descalço em locais que sempre estão úmidos, como vestiários, saunas, lava-pés de clubes e piscinas.

Evite ficar com roupas molhadas por muito tempo. Não compartilhe toalhas, roupas, escovas de cabelo, bonés, eles são maneiras de transmitir doenças. Evite usar calçados fechados por longos períodos, e opte pelos mais largos e ventilados. Evite roupas muito quentes e justas, e também tecidos sintéticos, eles absorvem o calor e o suor, e prejudicam a transpiração da pele.

Nevos Displasicos

O QUE É?

Nevos Displasicos

Nevos são pequenas manchas marrons regulares na pele, salientes ou não. São popularmente conhecidos por pintas e verrugas. A maioria das pintas surge em decorrência da exposição solar, e possui um formato regular.

Já os nevos displásicos (ou nevos atípicos) são nevos não usuais, que podem parecer um melanoma. São lesões disformes, em vários tons, e que crescem com rapidez. Pessoas que possuem esse tipo de nevo são mais propensas a desenvolver o melanoma, tipo mais agressivo de câncer da pele. Pesquisas afirmam que pessoas com dez ou mais nevos displásicos possuem 12 vezes mais chance de desenvolver o melanoma.

Os nevos displásicos são geralmente hereditários, e pessoas com histórico familiar de melanoma são mais propensas a desenvolvê-los. Esses dados são importantes para alertar para a importância do autoexame mensal, e a necessidade de visitas regulares ao dermatologista e proteção solar diária.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

Pessoas que possuem muitos nevos devem ficar atentas, por exemplo, aquelas que possuem mais de 100 nevos, um ou mais nevos maiores ou ainda um ou mais nevos atípicos. Fique atento às características dos nevos normais e dos nevos atípicos, e use sempre a regrinha do ABCDE vale para o diagnóstico dos nevos displásicos.

Nevos Normais

Um adulto jovem possui entre 10 e 20 pintas, elevadas ou não. O formato deve ser simétrico. A Borda regular e bem delimitada. A Cor uniforme, e geralmente castanha, marrom ou cor de pele. O diâmetro menor do que 6mm. Esses nevos concentram-se em áreas expostas ao sol, como face, tronco, braços e pernas. Aparecem até os 35 ou 40 anos e são semelhantes, normalmente não há Evolução, nem em tamanho, nem em quantidade.

Nevos Displásicos

São largos, e semelhantes ao melanoma. Suas principais características são: Assimetria no formato, ou seja, quando você divide a pinta em dois lados, eles são diferentes. Borda irregular ou mal delimitada, esse tipo de nevo não possui formato definido, como oval ou redondo. Cor variável, geralmente há áreas mais escuras e outras mais claras na mesma pinta. Podendo ser castanha, marrom, marrom escuro, vermelha, azul ou preta. Diâmetro maior do que 6mm. Evolução anormal, algumas crescem repentinamente e podem surgir após os 40 anos. A parte central é geralmente elevada, e a parte periférica plana.

O melanoma não apresenta sintomas muito alarmantes, por isso, qualquer mudança em pintas suspeitas é sinal para procurar o dermatologista. Fique atento a sangramentos nas pintas, formação de “casquinhas” ou pequenas ulceras, inchaço, mudança de cor para preto ou azulado. Pode ser difícil distinguir nevos displásicos de melanomas em estágios iniciais. Por esse motivo, geralmente é realizada uma biópsia de um nevo displásico, pois é a melhor maneira de diferenciá-lo do melanoma. Melanomas podem se desenvolver no interior dos nevos, por isso o dermatologista pode remover parte do nevo para ser examinado. O dermatoscópio também é uma forma examinar as características do nevo, pois amplia a imagem e permite a visualização de estruturas interrnas e de cores invisíveis a olho nu.

PREVENÇÃO

Pessoas com risco elevado para melanoma devem permanecer alertas. Os fatores de risco são:

  • olhos, cabelos ou pele clara;
  • sardas;
  • muitos nevos;
  • histórico pessoal ou familiar de melanoma ou de cânceres não melanoma;
  • sensibilidade ao sol;
  • incapacidade de se bronzear; queimaduras solares frequentes ou intermitentes;
  • um grande nevo presente desde o nascimento ou um nevo displásico.

Conheça a sua pele, faça autoexame todos os meses. Vá a um lugar bem claro, e com a ajuda de um espelho de corpo e outro de mão, examine todas as áreas do corpo, inclusive couro cabeludo, planta dos pés e entre os dedos dos pés e das mãos.

O exame com um dermatologista deve ser feito ao menos uma vez ao ano. É importante informar sempre que suspeitar de mudanças ou sintomas.

É sempre bom prevenir, mesmo que as neoplasias sejam curáveis se detectadas e tratadas precocemente. Adquira hábitos saudáveis e siga as recomendações sobre fotoproteção da SBD:

  • Use chapéus, camisetas e protetores solares.
  • Evite a exposição solar e permanecer na sombra entre 10h e 16h (horário de verão).
  • Na praia ou na piscina, use barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.
  • Use filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia-a-dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.
  • Observe regularmente a própria pele, à procura de lesões suspeitas.
  • Consulte o dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.

Pediculose (Piolho)

O QUE É?

Pediculose (Piolho)

Quando uma criança (ou adulto) tem prurido (coceira) intenso na cabeça, é sinal que ela pode estar com piolhos – ou pediculose do couro cabeludo . A pediculose pode ser confirmada pela presença de lêndeas ou piolhos no couro cabeludo. As lêndeas são os ovos dos piolhos – aqueles pontinhos brancos que ficam agarrados aos fios dos cabelos. Já o piolho é o parasita, aqueles bichinhos pretos que ficam caminhando pelo couro cabeludo.

Quando a criança está infestada de piolhos, a coceira é tão intensa que pode provocar pequenos ferimentos na cabeça. Por isso, é preciso retirar as lêndeas com pente fino, pois os medicamentos só matam os piolhos. Se as lêndeas continuarem nos cabelos, a criança voltará a ter piolhos.

A transmissão da infecção se dá através de contato direto (inclusive relação sexual) ou indireto (escovas de cabelo, roupas etc). No caso das roupas, estamos nos referindo também à pediculose do corpo e na relação sexual, à pediculose pubiana.

SINTOMAS

Na pediculose da cabeça, além do prurido intenso, podemos visualizar o parasita e seus ovos (lêndeas) no couro cabeludo do indivíduo acometido. Na pediculose do corpo encontramos escoriações, pápulas (“bolinhas”), pequenas manchas hemorrágicas e pigmentação, principalmente no tronco e na região glútea e abdome. Na pediculose pubiana (“chato” pois o parasita responsável tem forma achatada) são encontradas manchas violáceas, escoriações e crostas hemorrágicas, além do prurido intenso. Pode ocorrer também infecção secundária nesta região. Pode ocorrer infecção secundária, em qualquer região. Na pediculose do couro cabeludo, é comum o aparecimento de linfonodomegalia (ínguas) atrás das orelhas e nuca.

TRATAMENTO

No tratamento da pediculose são utilizados, em geral, os mesmos medicamentos tópicos usados na escabiose (“sarna”). É fundamental o tratamento dos familiares ou comunicantes do doente. Raramente é necessário o corte de cabelos de crianças acometidas.

PREVENÇÃO

Para prevenir a pediculose, o ideal é evitar o compartilhamento de roupas, toalhas, acessórios de cabelo e outros objetos de uso pessoal, bem como evitar o contato direto com pacientes infectados.

Pênfigo

O QUE É?

Pênfigo

Pênfigo é uma doença autoimune rara que causa formação de bolhas na pele e nas mucosas (boca, nariz, garganta, olhos e órgãos genitais). Normalmente, o sistema imunológico produz anticorpos para atacar vírus e bactérias nocivos, mantendo-nos saudáveis. Em pessoas com pênfigo, no entanto, o sistema imunitário ataca células da epiderme e das mucosas.

O sistema imune produz anticorpos contra proteínas na pele, chamadas desmogleínas. Estas proteínas formam a cola, que mantém as células da pele agrupadas e a pele intacta. Quando desmogleínas são atacadas, as células da pele se separam umas das outras e o fluido que existe entre as células pode correr, formando bolhas que não cicatrizam.

Não se sabe o que desencadeia a doença, entretanto, há evidências de que algumas pessoas tenham predisposição genética para tal. Apesar disso, não há nenhuma indicação de que seja hereditária. Acredita-se, ainda, que agentes ambientais sejam os provocadores do pênfigo em pessoas geneticamente predispostas.

Em casos raros, a doença pode ser desencadeada por certos medicamentos. Nesses casos, a doença geralmente desaparece quando a medicação é interrompida. O pênfigo não é uma doença contagiosa.

O pênfigo ocorre igualmente em homens e mulheres. Embora ocorra geralmente em adultos de meia-idade e idosos, todas as formas da doença podem aparecer em adultos, jovens e crianças. O que se observa é que algumas etnias são mais suscetíveis do que outras, como a comunidade judaica da Europa Oriental e as pessoas de ascendência mediterrânea. No Brasil, há um tipo particular de pênfigo que ocorre com maior frequência e em pessoas que vivem nas florestas tropicais.

SINTOMAS

O tipo de pênfigo que alguém pode desenvolver dependerá da camada na pele em quer se formarão as bolhas e onde elas estarão localizadas no corpo. As bolhas ocorrem perto da superfície da pele, na epiderme. Pessoas com pênfigo vulgar, por exemplo, tem bolhas que ocorrem dentro da camada inferior da epiderme, enquanto as pessoas com pênfigo foliáceo têm bolhas que se formam na camada superior. O tipo de anticorpo que ataca as células da pele podem também definir o tipo de doença presente.

  • Pênfigo vulgar:

    é o tipo mais comum, nos Estados Unidos. Bolhas suaves aparecerem na pele e mucosas. As feridas quase sempre começam na boca. As bolhas que se formam na camada profunda da epiderme e são mais dolorosas. A pele fica empolada e frágil, podendo descascar apenas esfregando o dedo sobre ela. As bolhas normalmente curam sem cicatriz, mas manchas pigmentadas podem permanecer por vários meses.

  • Pênfigo vegetante:

    é uma variante de pênfigo vulgar com feridas espessas na virilha e nas axilas.

  • Pênfigo foliáceo:

    é um tipo comum em áreas tropicais do Brasil, envolve feridas com crostas frágeis ou bolhas que frequentemente aparecem em primeiro lugar na face e couro cabeludo e, mais tarde, no tórax e outras partes do corpo. Ao contrário de pênfigo vulgar, bolhas não se formam na boca. As feridas são superficiais e coçam, raramente são dolorosas como bolhas de pênfigo vulgar.

  • Pênfigo IgA:

    Esta doença é diferente de outras formas de pênfigo, pois envolve um tipo diferente de anticorpo (denominado IgA), que ataca as células da superfície da epiderme. A doença pode resultar em bolhas ou pode envolver saliências contendo pus. Esta é a forma menos prejudicial.

  • Pênfigo Paraneoplásico:

    É uma doença rara, que ocorre em pessoas com certos tipos de câncer, incluindo alguns linfomas e leucemias. Muitas vezes, envolve úlceras graves na boca e nos lábios, cortes e cicatrizes do revestimento dos olhos e pálpebras, e bolhas na pele. Esta doença é diferente do pênfigo vulgar, e os anticorpos no sangue são diferentes. Testes especiais podem ser necessários para identificar o pênfigo paraneoplásico.

  • Penfigóides:

    Também é uma doença causada pela formação de bolhas autoimunes que resultaram de um ataque contra as células da pele por anticorpos da própria pessoa. Entretanto, a penfigóide produz uma divisão nas células entre a epiderme e a derme causando bolhas rígidas e profundas que não quebram facilmente. O Penfigóide é visto com mais frequência em idosos. Normalmente, tanto o pênfigo quanto o penfigóide são tratados com medicamentos semelhantes. Os casos graves podem necessitar de tratamento diferente.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de pênfigo tem várias etapas:

  • Um exame visual feito por um dermatologista. O médico irá perguntar o histórico dos sintomas e realizar um exame físico, observando a aparência e localização das bolhas.
  • Biópsia. Amostra de uma bolha é removida e examinada sob o microscópio. O médico irá procurar separação celular, que é característica de pênfigo, e também vai determinar a camada de pele na qual as células são separadas.
  • Imunofluorescência direta. Biópsia da pele é tratada em laboratório com um composto químico para encontrar os anticorpos anti-Desmogleína. Os tipos de anticorpos encontrados podem determinar o tipo da doença.
  • Imunofluorescência indireta. Irá testar o nível de anticorpos no sangue, determinando o tipo de pênfigo e a gravidade da doença. Uma vez que o tratamento começa, este exame de sangue também pode ser usado para descobrir se o tratamento está funcionando.
  • Pênfigo é uma doença que pode ser grave, por isso é importante fazer todos os testes para confirmar o diagnóstico. Por ser uma doença rara, o pênfigo é, muitas vezes, diagnóstico de exclusão. O diagnóstico precoce pode permitir o sucesso do tratamento apenas com baixos níveis de medicação, por isso consulte um médico se tiver bolhas persistentes na pele ou na boca. Na forma mais comum de pênfigo (pênfigo vulgar), a boca é, muitas vezes, o primeiro lugar que bolhas ou feridas aparecem.

TRATAMENTO

Pênfigo é uma doença rara da pele, por isso, os dermatologistas são os médicos mais bem equipados para diagnosticar e trata-la.

O tratamento para o pênfigo vulgar envolve o uso de corticosteróides orais em altas doses. Medicamentos anti-inflamatórios que suprimem o sistema imunitário. Muitos pacientes podem deixar de tomar os medicamentos após alguns anos de tratamento. Entretanto, outros terão de continuar a tomar pequenas doses de medicação para manter a doença sob controle.

Para manter os níveis mínimos de corticosteróides, imunossupressores são muitas vezes adicionados ao tratamento de um paciente. Estas são drogas podem abrandar a resposta do sistema imunológico, para que ele pare de atacar o corpo.

É preciso fazer acompanhamento médico regularmente para exames de sangue e urina, para se certificar que a doença está sendo controlada. Relatar quaisquer problemas ou efeitos colaterais também é importante. Alguns efeitos colaterais mais comuns dos corticosteróides são: cicatrização retardada, osteoporose, catarata, glaucoma, diabetes tipo 2, perda de massa muscular, úlceras pépticas, inchaço da face e parte superior das costas, retenção de água e sal.

As drogas imunossupressoras que são usadas para tratar o pênfigo também podem aumentar as chances de desenvolver infecções e pode causar anemia, inflamação do fígado, náuseas, vómitos, ou reações alérgicas.

O tratamento prescrito dependerá do tipo de pênfigo e da gravidade da doença. É imprescindível trabalhar colaborando com o médico para que o tratamento funcione. E se precisar ir a outros especialistas é importante dizer todos os medicamentos que já toma e informar sobre a doença, uma vez que os remédios para o tratamento do pênfigo são muito fortes e podem acabar reagindo com outros medicamentos.

Podem demorar meses ou anos para as úlceras e bolhas desaparecerem, pois os anticorpos permanecem no sangue por um longo tempo. Lesões na boca são lentas para curar. Bolhas na boca podem fazer com que a escovação dos dentes se torne dolorosa, deixando o indivíduo propenso a doenças da gengiva e perda dentária. Um dentista pode oferecer tratamentos a fim de manter dentes e gengivas saudáveis. Evitar alimentos condimentados, duros e ácidos também ajudam, uma vez que esses alimentos podem irritar ou provocar a formação de bolhas.

Psoríase

O QUE É?

Psoríase

A psoríase é uma doença da pele relativamente comum, crônica e não contagiosa. É uma doença cíclica, ou seja, apresenta sintomas que desaparecem e reaparecem periodicamente. Sua causa é desconhecida, mas sabe-se que pode ter causas relacionadas ao sistema imunológico, às interações com o meio ambiente e à suscetibilidade genética.

Acredita-se que ela se desenvolve quando os linfócitos T ( células responsáveis pela defesa do organismo) começam a atacar as células da pele. Inicia-se, então, respostas imunológicas que incluem dilatação dos vasos sanguíneos da pele, produção de glóbulos brancos para combater a infecção – como as células da pele estão sendo atacadas, a produção das mesmas também aumenta, levando a uma rapidez do seu ciclo evolutivo, com conseqüente grande produção de escamas devido à imaturidade das células.

Esse ciclo faz com que ambas as células mortas não consigam ser eliminadas eficientemente, formando manchas espessas e escamosas na pele. Normalmente, esta cadeia só é quebrada com tratamento.

É importante ressaltar: a doença NÃO É CONTAGIOSA e o contato com pacientes NÃO PRECISA SER EVITADO.

SINTOMAS

Os sintomas da psoríase variam de paciente para paciente, conforme o tipo da doença, mas podem incluir:

  • manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas
  • pequenas manchas escalonadas
  • pele ressecada e rachada, às vezes, com sangramento
  • coceira, queimação e dor
  • unhas grossas, sulcadas ou com caroços
  • inchaço e rigidez nas articulações

Em casos de psoríase moderada pode haver apenas um desconforto por causa dos sintomas; mas, nos casos mais graves, a psoríase pode ser dolorosa e provocar alterações que impactam significativamente na qualidade de vida e na autoestima do paciente. Assim, o ideal é procurar tratamento o quanto antes.

Além disso, alguns fatores podem aumentar as chances de uma pessoa adquirir a doença ou piorar o quadro clínico já existente, dentre eles:

  • Histórico familiar – Entre 30 e 40% dos pacientes de psoríase tem histórico familiar da doença.
  • Estresse – Pessoas com altos níveis de estresse possuem sistema imunológico debilitado.
  • Obesidade – O excesso de peso pode aumentar o risco de desenvolver um tipo de psoríase, a invertida, mais comum em indivíduos negros e HIV positivos.
  • Tempo frio, pois a pele fica mais ressecada; A psoríase tende a melhorar com a exposição solar.
  • Consumo de bebidas alcóolicas.
  • Tabagismo: o cigarro não só aumenta as chances de desenvolver a doença, como também a gravidade da mesma quando se manifesta.

DIAGNÓSTICO

Há vários tipos de psoríase, e o dermatologista poderá identificar a doença, classificá-la e indicar a melhor opção terapêutica.

Dependendo do tipo de psoríase e do estado do paciente, os ciclos de psoríase duram de algumas semanas a meses.

Tipos de psoríase:

  • Psoríase em placas ou vulgar

    É a manifestação mais comum da doença. Forma placas secas, avermelhadas com escamas prateadas ou esbranquiçadas. Essas placas coçam e algumas vezes doem, podem atingir todas as partes do corpo, inclusive, genitais e dentro da boca. Em casos graves, a pele em torno das articulações pode rachar e sangrar.

  • Psoríase Ungueal

    Afeta os dedos das mãos e dos pés e também as unhas. Faz com que a unha cresça de forma anormal, engrosse e escame, além de perder a cor. Em alguns casos a unha chega a descolar da carne e, nos casos mais graves, a esfarelar.

  • Psoríase do couro cabeludo

    Surgem áreas avermelhadas com escamas espessas branco-prateadas, principalmente após coçar. O paciente pode perceber os flocos de pele morta em seus cabelos ou em seus ombros, especialmente depois de coçar o couro cabeludo. Assemelha-se à caspa.

  • Psoríase Gutata

    Geralmente é desencadeada por infecções bacterianas, como as de garganta. É caracterizada por pequenas feridas, em forma de gota no tronco, braços, pernas e couro cabeludo. As feridas são cobertas por uma fina escama, diferente das placas típicas da psoríase que são grossas. Este tipo acomete mais crianças e jovens antes dos 30 anos.

  • Psoríase Invertida

    Atinge principalmente áreas úmidas, como axilas, virilhas, embaixo dos seios e ao redor das genitais. São manchas inflamadas e vermelhas. (O quadro pode agravar em pessoas obesas ou quando há sudorese excessiva e atrito na região).

  • Psoríase pustulosa

    Nesta forma rara de psoríase, podem ocorrer manchas em todas as partes do corpo ou em áreas menores, como mãos, pés ou dedos (chamada de psoríase palmo-plantar). Geralmente ela se desenvolve rápido, com bolhas cheias de pus que aparecem poucas horas depois de a pele tornar-se vermelha. As bolhas secam dentro de um dia ou dois, mas podem reaparecer durante dias ou semanas. A psoríase pustulosa generalizada pode causar febre, calafrios, coceira intensa e fadiga.

  • Psoríase Eritodérmica

    É o tipo menos comum. Acomete todo o corpo com manchas vermelhas que podem coçar ou arder intensamente, levando a manifestações sistêmicas. Ela pode ser desencadeada por queimaduras graves, tratamentos intempestivos como uso ou retirada abrupta de corticosteróides , infecções ou por outro tipo de psoríase foi mal controlada.

  • Psoríase Artropática

    Além da inflamação na pele e da descamação, a Artrite psoriática, como também é conhecida, causa fortes dores nas articulações. Afeta qualquer articulação, e embora sendo menos grave do que a artrite comum, pode causar rigidez progressiva. Pode estar associada a qualquer forma clínica da psoríase.

TRATAMENTO

O tratamento da psoríase é essencial para manter uma qualidade de vida satisfatória. Nos casos leves, hidratar a pele, aplicar medicamentos tópicos apenas na região das lesões e exposição diária ao sol são suficientes para melhorar o quadro clínico e promover o desaparecimento dos sintomas.

Nos casos moderados, quando apenas as medidas acima não melhorarem os sintomas, o tratamento com exposição à luz ultravioleta A, PUVAterapia, faz-se necessário. Esta modalidade terapêutica utiliza combinação de medicamentos que aumentam a sensibilidade da pele à luz, os psoralenos (P), com a luz ultravioleta A (UVA), geralmente em uma câmara emissora da luz. A sessão da PUVAterapia demora poucos minutos e a dose de UVA é aumentada gradualmente, dependendo do tipo de pele e da resposta individual de cada paciente ao tratamento. O tratamento também pode ser feito com UVB de banda larga ou estreita, com menores efeitos adversos, podendo inclusive ser indicado para gestantes.

Já em casos graves, é necessário iniciar tratamentos com medicação via oral ou injetáveis.

A psoríase pode ter um impacto significativo na qualidade de vida e na autoestima do paciente, o que pode piorar o quadro. Assim, o acompanhamento psicológico é indicado em alguns casos. Outros fatores que impulsionam a melhora e até o desaparecimento dos sintomas são uma alimentação balanceada e a prática de atividade física.

Nunca interrompa o tratamento prescrito sem autorização do médico. Esta atitude pode piorar a psoríase e agravar a situação.

PREVENÇÃO

Não há formas de prevenir a psoríase, mas pessoas que possuem histórico familiar da doença devem ter atenção redobrada a possíveis sintomas.

É importante estar atento aos sinais. Caso perceba qualquer um dos sintomas, procure o dermatologista imediatamente. Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais fácil será o tratamento.

Queratose Actínica

O QUE É?

Queratose Actínica

Queratose actínica é uma lesão vermelha e escamosa. Aparece com mais frequência no rosto, nas orelhas, nos lábios, no dorso das mãos, no antebraço, nos ombros, no colo, no couro cabeludo de pessoas calvas ou em outras áreas do corpo expostas ao sol. Inicialmente, as lesões são pequenas, e normalmente é mais fácil reconhecê-las pelo tato, onde conseguimos sentir a lesão escamativa. A presença de queratoses indica dano solar, e a lesão pode evoluir para câncer da pele.

Pessoas com pele, cabelos e olhos claros são as mais suscetíveis a desenvolver queratoses com o passar dos anos. Manifesta-se mais em homens, pois eles tendem a usar menos protetor solar do que as mulheres.

Embora seja uma lesão pré-cancerígena, apenas 10% das lesões evoluem para carcinoma de células escamosas. Mesmo não sendo uma porcentagem alta, entre 40% e 60% dos carcinomas começam por causa de queratoses mal tratadas. O câncer se desenvolve quando a lesão invade os tecidos mais profundos da pele.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

Similares a verrugas, as lesões podem apresentar diferentes aspectos, dependendo da localização. É importante examinar a pele constantemente, e se atentar a lesões anormais, que mudem de tamanho, forma, ou textura.

Algumas lesões da queratose actínica têm aspecto de “lixa”, outras escamam ou formam uma crosta mais dura. Ficar atento que, se houver sangramento da lesão, pode ser indício de uma transformação maligna! A queilite actínica é outra forma de queratose actínica. Ela se desenvolve nos lábios e também tem potencial para transformar-se em carcinomas. Geralmente, indivíduos com queilite actínica, perdem o limite do vermelhão do lábio, têm uma boca mais brancacenta e seca.

Como os efeitos da radiação UV são cumulativos, pessoas mais velhas são mais propensas a desenvolver queratoses actínicas. Porém, há casos de pessoas entre 20 e 30 anos que desenvolveram o problema. Pacientes que tiveram o sistema imunológico enfraquecido por quimioterapia, AIDS, transplantes ou exposição excessiva aos raios UV são mais propensas a desenvolver essas queratoses.

TRATAMENTO

Todos os casos de queratose actínica precisam ser tratados. Há medicamentos tópicos que podem eliminar a lesão, e que podem ser combinados com outros tipos de tratamentos caso haja muitas queratoses na pele do paciente. Conheça algumas opções:

  • Medicamentos tópicos

    O 5-Fluoracil (5-FU) é o tratamento tópico mais utilizado para a queratose actínica. É eficaz também em lesões subclínicas. Normalmente, as lesões se curam em duas 3 – 4 semanas. Cicatrizes são raras.

    O Imiquimod em creme age estimulando o sistema imune para produzir interferon, um agente químico que destrói células cancerosas e pré-cancerosas. Apesar de serem bem toleradas, algumas pessoas podem apresentar vermelhidão, ulcerações e dor.

    A associação de diclofenaco e ácido hialurônico tópicos, em creme, é outra opção terapêutica. Principalmente em pessoas que são hipersensíveis aos tratamentos tópicos comuns. O diclofenaco previne uma resposta inflamatória, e o ácido hialurônico adia a absorção do diclofenaco fazendo com que ele permaneça por mais tempo na pele.

  • Criocirurgia

    Não é necessário anestesia. É aplicado nitrogênio líquido sobre a queratose, seja com um dispositivo de aerossol ou com uma ponta de algodão. Este método congela as lesões, que viram crostas e caem. Podem ocorrer vermelhidão e inchaço local após o tratamento. Alguns pacientes desenvolvem uma mancha branca permanente no local.

  • Peeling Químico

    Aplica-se um ácido tricloroacético (ATC) sobre a pele. As camadas superiores da pele se desprendem e em geral se regeneram em sete dias. A técnica pode causar irritação temporárias. É feito pelo médico em consultório e pode ser feito também pontualmente nas lesões.

  • Cirurgia a laser

    O laser penetra e age através do tecido, sem provocar sangramento. Essa opção é boa para lesões em áreas pequenas ou restritas, e pode ser eficaz para queratoses na face e no couro cabeludo, assim como para queilite actínica dos lábios. Pode necessitar de anestesia local ou ocorrer perda de pigmentação. Os lasers também são utilizados como tratamento alternativo quando outros métodos não obtiveram sucesso.

  • Terapia fotodinâmica (PDT)

    A terapia fotodinâmica pode ser útil para lesões na face ou no couro cabeludo. Consiste na aplicação de um agente fotossensibilizante tópico, o ácido 5-aminolevulínico (5-ALA), nas lesões. Em seguida, a área a ser tratada é exposta a uma luz que ativa o 5-ALA. O tratamento destrói as queratoses actínicas seletivamente, causando pouco dano ao tecido normal, embora seja comum a ocorrência de edema ou vermelhidão local. Geralmente utilizada em áreas extensas de com lesões.

Atenção: Nunca aposte na automedicação para tratar queratose actínica. Somente um médico pode identificá-la e tratá-la corretamente!

PREVENÇÃO

A proteção solar é a melhor estratégia para evitar a queratose actínica. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda as seguintes medidas:

  • Usar chapéus, camisetas e protetores solares.
  • Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h (horário de verão).
  • Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.
  • Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia-a-dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.
  • Observar regularmente a própria pele, à procura de lesões suspeitas.

Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.

Urticária

O QUE É?

Urticaria

A urticária é uma doença muito comum, caracterizada pela formação de placas avermelhadas na pele que causam muita coceira e/ou sensação de queimação. As placas podem ser isoladas ou em grupo e podem ocorrer em qualquer local do corpo. Elas desaparecem espontaneamente em algumas áreas do corpo dentro de algumas horas e aparecem em outro local, sem deixar marcas, conferindo seu caráter migratório.

Podem formar áres de edemas e inchaço. Quando acometem os lábios, as pálpebras, gargantas, órgãos genitais, até mãos e pés, e se localizam mais profundamente e regridem em menos de 24 horas, são chamados de angiodema.

A urticária aparece quando há reação alérgica a uma substância. O corpo libera, então, histamina, citocinas e outras substâncias na corrente sanguínea, que causam coceira, inchaço e outros sintomas. A urticária é uma reação comum, principalmente em pessoas alérgicas.

Veja algumas substâncias que podem desencadear a urticária:

  • Caspa de animais (principalmente de gatos)
  • Picadas de insetos
  • Medicamentos
  • Pólen
  • Frutos do mar, peixe, frutos secos, ovos, leite, nozes e outros alimentos

Mas ela também pode ser resultado de alguns quadros clínicos, veja alguns:

  • Estresse emocional
  • Exposição ao sol ou ao frio extremo
  • Transpiração excessiva
  • Doenças (incluindo lúpus, outras doenças autoimunes e leucemia);
  • Infecções, como a mononucleose

SINTOMAS

Os sintomas mais comuns da urticária são: prurido (coceira) intenso; Inchaço na superfície da pele na forma de vergões vermelhos ou da cor da pele com bordas claramente definidas; após coçar pode haver ardência ou queimação na área.

A urticária pode crescer, se espalhar e se unir para formar áreas maiores de pele lisa e saliente. Quando você pressiona seu centro da mancha, fica branco. Os sintomas tendem a desaparecer e a reaparecer durante um período, que pode ser de minutos ou horas.

Entretanto, algumas complicações merecem atenção: quando a reação alérgica envolver todo o corpo causando dificuldade para respirar por edema de glote, causar náuseas, vômitos e hipotensão arterial, o que chamamos de anafilaxia; ou ainda quando o inchaço na garganta prejudicar somente as vias aéreas superiores por angioedema. Nestes casos, é preciso encaminhar o paciente para o Serviço de Urgência e Emergência mais próximo.

DIAGNÓSTICO

Há dois tipos de urticária, a aguda e a crônica.

Urticária aguda

Geralmente apresenta quadro mais intenso. Podem aparecer poucas manchas avermelhadas ou placas maiores e inchaços em algumas regiões. Normalmente, são eventos de curta duração e podem desaparecer e ressurgir em outros locais do corpo. Há coceira muito forte.

Há um tipo de urticária aguda que se manifesta de forma muito intensa, o Edema de Quincke. A característica principal é o inchaço que acomete áreas da face, inchando lábios e pálpebras. Esta forma pode ser perigosa se atingir a laringe e dificultar a respiração.

Urticária crônica

Neste caso o quadro é menos intenso, mas de longa duração ( mais de 6 semanas). As lesões tendem a ser menores e podem existir continuamente ou desaparecer por um período para reaparecer posteriormente.

Na verdade, a classificação de aguda ou crônica é determinada pela duração da urticária, maior ou menor do que 6 semanas. O dermografismo e a urticária de pressão são exemplos de urticária física.

Neste caso podemos citar: a urticária por dermografismo que aparece após uma área linear ser friccionada ou arranhada; urticária por pressão, que forma lesões em áreas da pele que sofrem pressão contínua, como por exemplo, área do sutiã ou do elástico da calça; ou ainda a urticária por frio, quando surgem lesões após exposição ao frio.

O diagnóstico da urticária é basicamente clínico. Coceira, “queimação” e as lesões cutâneas, confirmam a condição. Qualquer relação com algum agente que possa ter desencadeado o quadro precisa ser considerado, assim como tendência familiar ou alguma doença recente.A reação alérgica pode ser confirmada por testes de alergia de rotina. No entanto, em muitos casos, a causa específica não é encontrada.

A urticária crônica raramente é causada por alergias, exames de rotina deste tipo são, portanto, de pouco valor. Entretanto, testes podem ser necessários para excluir agentes específicos ou outras doenças sistêmicas que podem se manifestar por meio de reações semelhantes, é o caso de doenças endócrinas, doenças malignas ou lúpus sistêmico.

Urticária pode ser um sintoma de infestação de vermes, como o strongyloides ou a filária. Isso deve ser considerado caso o pacientes tenha viajado para áreas onde estes organismos são endêmicos.

TRATAMENTO

O tratamento da urticária visa inicialmente combater os sintomas provocados pela ação da histamina. A medicação indicada é, portanto, feita por anti-histamínicos. Além disso, produtos de uso local, como loções calmantes com mentol e cânfora, ajudam a aliviar a coceira.

No caso do Edema de Quincke, a medicação deve ser iniciada com urgência e pode ser necessário o uso de corticosteróides de ação rápida para evitar o edema da laringe.

Quanto ao tratamento das urticárias crônicas, além da medicação sintomática, é importante descobrir o que está causando a urticária. Entretanto, muitas vezes, a causa permanece desconhecida.

Vale ressaltar que fenômenos emocionais podem desencadear ou prolongar a doença. O médico dermatologista é o profissional indicado para avaliar o paciente e prescrever o tratamento.

PREVENÇÃO

A melhor forma de prevenir a urticária é evitar se expor às substâncias às quais se tem alergia. E se ao usar algum produto novo perceber sintomas de alergia, coceira ou “queimação”, interromper o uso e não voltar a entrar em contato com a substância novamente.

Lembrando que alimentos também podem desencadear urticária, algumas pessoas alérgicas não podem ingeri-los mesmo que seja em quantidades muito pequenas, pois essas reações a podem ser severa em algumas situações.

Outra forma de prevenir a urticária é evitar roupas muito apertadas e banhos muito quentes após um quadro alérgico da doença. Em alguns casos, tais hábitos podem fazer com que os sintomas retorne

Verrugas

O QUE É?

Verruga

Verrugas são lesões causadas pelo papiloma vírus humano (HPV). É uma infecção na camada mais superficial da pele ou em mucosas, que ativa o crescimento anormal das células da epiderme. O aspecto da verruga varia de acordo com o local acometido.

O contágio pode ocorrer por contato direto com pessoas e/ou objetos infectados, por autoinoculação através de pequenos ferimentos que servem de porta de entrada para o vírus, nas relações sexuais e por via materno-fetal no momento do parto. Pacientes imunodeprimidos são os mais vulneráveis ao aparecimento de verrugas causadas pelo HPV.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

As verrugas costumam ser assintomáticas. Entretanto, as verrugas plantares costumam doer e sangrar. E as verrugas anogenitais costumam coçar.

As verrugas são da cor da pele e ásperas, mas podem ser escuras, planas e macias. Existem vários diferentes tipos de verrugas, veja alguns:

  • Verrugas vulgares

    Tipo mais comum. Em geral, as lesões são arredondadas ou irregulares, endurecidas e ásperas assemelhando-se a uma couve-flor. No inicio, costumam ser claras, mas podem mudar de cor com o passar do tempo. As verrugas vulgares aparecem em áreas sujeitas a maior atrito, como mãos, dedos, cotovelos, joelhos e ao redor das unhas, as verrugas periungueais.

  • Verrugas planas

    sua principal característica é a junção de pequenas lesões amareladas ou acastanhadas, de no máximo 5 mm. São mais macias do que as verrugas vulgares e surgem com maior frequência na face e dorso das mãos.

  • Verrugas plantares

    são lesões na planta dos pés, muitas vezes, confundidas com os calos. O peso que o corpo exerce sobre elas faz com que cresçam para dentro da sola do pé, o que provoca dor quando ao andar. A presença de pequenos pontos escuros no centro das lesões sugeriu o nome popular de “olho de peixe” pelo qual também são popularmente conhecidas.

  • Verrugas filiformes

    são lesões finas e alongadas que se projetam para fora da epiderme da face, pescoço, pálpebras e lábios principalmente em pessoas mais velhas.

  • Verrugas anogenitais

    podem ser precursoras de tumores malignos, como câncer de colo de útero e de pênis. As lesões se formam nas mucosas das regiões genital, perianal, oral e na uretra. São macias, rosadas, com a aparência de uma couve-flor, podem unir-se formando blocos e ocupar áreas extensas. Quando isso acontece, as lesões chegam a obstruir a vulva e o ânus e o quadro recebe a denominação de condiloma acuminado gigante de Buschke e Lowoenstein.

  • TRATAMENTO

    As verrugas quando aparecem em crianças geralmente são solitárias e curam-se sem necessidade de medicação, entretanto, por causa do risco de disseminação do vírus para outras pessoas e surgimento de novas lesões no próprio indivíduo pela autocontaminação, recomenda-se tratar as lesões. Já nos adultos, elas não costumam desaparecer sem tratamento. Os dermatologistas são os profissionais mais aptos para tratar a doença, uma vez que cada tipo de verruga exige um tratamento diferenciado. Veja os procedimentos mais comuns:

    • Ácido salicílico + Ácido lático

      aplicação diária provoca descamação na pele e é indicado para verrugas mais macias ou em áreas mais frágeis, como em crianças e na face.

    • Cantaridina

      aplicação semanal de cantaridina forma uma bolha sob a verruga. Uma porção morta de verruga se forma no cume da bolha, e esta porção pode ser retirada. Para fazer a retirada espera-se uma semana.

    • Crioterapia

      é uma opção de tratamento, pouco dolorosa e praticamente sem risco de cicatrizes. Nesta prática congela-se a verruga com nitrogênio líquido. Depois de congelada a verruga cai sozinha junto com a crosta formada após alguns dias.

    • Eletrocirurgia

      apesar de mais dolorosa, é outra boa alternativa, pois remove a verruga em uma única sessão. Esta prática consiste em queimar a verruga e depois retira-la, normalmente usa-se essa técnica nas verrugas plantares. Mas é possível fazer eletrocirurgia em outras verrugas por todo o corpo.

    • Cirurgia a laser

      também é uma opção de tratamento. Neste processo também “mata-se” a verruga para retirá-la.

      As verrugas anogenitais são as mais difíceis de serem tratadas, por isso, usa-se uma combinação de tratamentos, e muitas vezes cirurgias para a retirada das mesmas são necessários. Por causa do risco de provocarem câncer, este tipo deve ser tratado com muita atenção.

    Atenção

    Nunca se automedique. Procure um dermatologista para saber o tratamento mais indicado. Melanomas e outros tipos de câncer da pele podem se assemelhar a verrugas benignas, portanto é importante consultar um médico para obter o diagnóstico correto.

    Alerta

    JAMAIS trate verrugas com sprays de nitrogênio líquido vendidos em farmácias, pois podem queimar a pele. Além disso, antes de efetuar a remoção é necessário verificar que se trata realmente de uma verruga benigna e não de câncer da pele ou outro problema. Somente um médico pode fazer esse diagnóstico.

    PREVENÇÃO

    As verrugas anogenitais são as mais perigosas, e há vários tipos de sorotipos de HPV que podem causá-las. A transmissão deste tipo ocorre através da relação sexual, por isso é imprescindível usar preservativos. Mães que possuam a doença não devem dar fazer parto normal, uma vez que a chance de infecção pode ser grande.

    A autoinoculação também é uma forma perigosa de transmissão, uma vez que o próprio paciente pode espalhar o vírus para outras partes do corpo. É importante não coçar nem ferir as lesões, para que o vírus não penetre em escoriações de outras partes do corpo.

Vitiligo

O QUE É?

vitiligo

O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele. As lesões formam-se devido à diminuição ou ausência de melanócitos (as células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele) nos locais afetados. As causas da doença ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao vitiligo. Além disso, alterações ou traumas emocionais podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam a doença.

A doença é caracterizada por lesões cutâneas de hipopigmentação, ou seja, manchas brancas na pele com uma distribuição característica. O tamanho das manchas é variável.

O vitiligo possui diversas opções terapêuticas, que variam conforme o quadro clínico de cada paciente. O dermatologista é o profissional mais indicado para realizar o diagnóstico e tratamento da doença.

Importante: o vitiligo não é contagioso e não traz prejuízos a saúde física. No entanto, as lesões provocadas pela doença não raro impactam significativamente na qualidade de vida e na autoestima do paciente. Nesses casos, o acompanhamento psicológico pode ser recomendado.

SINTOMAS

A maioria dos pacientes de vitiligo não manifesta qualquer sintoma além do surgimento de manchas brancas na pele. Entretanto, em alguns casos, os pacientes relatam sentir sensibilidade e dor na área afetada.

A maior preocupação dos dermatologistas são os sintomas emocionais que os pacientes podem desenvolver em decorrência da doença. Por isso, em alguns casos, recomenda-se o acompanhamento psicológico, que pode ter efeitos bastante positivos nos resultados do tratamento.

Quando o vitiligo é detectado, o dermatologista pode classificá-lo por dois tipos:

  • Segmentar ou Unilateral

    Manifesta-se apenas uma parte do corpo, normalmente quando o paciente ainda é jovem. Pelos e cabelos também podem perder a coloração.

  • Não segmentar ou Bilateral

    É o tipo mais comum; manifesta-se nos dois lados do corpo, por exemplo, duas mãos, dois pés, dois joelhos. Em geral, as manchas surgem inicialmente em extremidades como mãos, pés, nariz, boca. Há ciclos de perda de cor e épocas em que a doença se desenvolve, e depois há períodos de estagnação. Estes ciclos ocorrem durante toda a vida; a duração dos ciclos e as áreas despigmentadas tendem a se tornar maiores com o tempo.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico do vitiligo é essencialmente clínico, pois as manchas hipopigmentadas têm geralmente localização e distribuição características. A biópsia cutânea revela a ausência completa de melanócitos nas zonas afetadas, exceto nos bordos da lesão, e o exame com lâmpada de Wood é fundamental nos pacientes de pele branca, para detecção das áreas de vitiligo.

As análises sanguíneas deverão incluir um estudo imunológico que poderá revelar a presença de outras doenças autoimunes como o lupus eritematoso sistémico e da doença de Addison. O histórico familiar também é considerado. Portanto, se há pessoas na família com vitiligo, é importante redobrar a atenção.

É bom salientar que o diagnóstico deve ser feito por um dermatologista. Ele irá determinar o tipo de vitiligo do paciente, verificar se há alguma doença autoimune associada e indicar a terapêutica mais adequada.

TRATAMENTO

O tratamento deve ser discutido com um dermatologista, conforme as características de cada paciente.

Dentre as opções terapêuticas está o uso de medicamentos que induzem a repigmentação das regiões afetadas. Também pode-se empregar tecnologias como o laser, bem como técnicas de cirúrgicas ou de transplante de melanócitos.

O tratamento do vitiligo é individualizado, e os resultados podem variar consideravelmente entre um paciente e outro. Por isso, somente um profissional qualificado pode indicar a melhor opção.

É importante lembrar que a doença pode ter um excelente controle com a terapêutica adequada e repigmentar completamente, sem nenhuma diferenciação de cor.

PREVENÇÃO

Não existem formas de prevenção do vitiligo. Como em cerca de 30% dos casos há um histórico familiar da doença, os parentes de indivíduos afetados devem realizar uma vigilância periódica da pele e recorrer ao dermatologista caso surjam lesões de hipopigmentação, a fim de detectar a doença precocemente e iniciar cedo a terapêutica.

Em pacientes com diagnóstico de vitiligo, deve-se evitar os fatores que possam precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes. Evitar o uso de vestuário apertado, ou que provoque atrito ou pressão sobre a pele, e diminuir a exposição solar. Controlar o estresse é outra medida bem-vinda.

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